Depois dos programadores, a IA ameaça revolucionar o mundo dos tradutores - Sem Enrolação

Depois dos programadores, a IA ameaça revolucionar o mundo dos tradutores

Depois dos programadores, a IA ameaça revolucionar o mundo dos tradutores

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O mundo da programação já sentiu o impacto profundo da inteligência artificial (IA), mas não é o único setor em transformação. A área da tradução está agora na linha da frente desta revolução, prometendo derrubar barreiras linguísticas de formas que antes pareciam ficção científica.

Tradutor Vasco

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Da tradução "comum" à revolução neuronal

A história da tradução automática é uma crónica da própria evolução tecnológica. Durante a segunda metade do século XX, os sistemas baseavam-se em regras gramaticais complexas, um método rígido e com resultados limitados. Nos anos 90, assistimos à ascensão da tradução automática estatística, popularizada por serviços como o Google Tradutor na sua fase inicial.

Estes sistemas não procuravam a tradução "correta", mas sim a "mais provável", analisando vastos volumes de texto para encontrar padrões. A evolução continuou com modelos baseados em frases, que melhoraram a fluidez.

No entanto, o verdadeiro ponto de viragem surgiu em 2017 com o DeepL, que introduziu o uso massivo de redes neuronais. A Google já tinha começado a sua transição para esta abordagem em 2016, deixando claro que a tradução automática neuronal (NMT, originalmente) era o futuro, oferecendo resultados muito mais naturais e contextuais.

deepl tradutor

A era da IA generativa e a tradução em tempo real

Com o advento da IA generativa, estamos a presenciar um novo salto. A diferença fundamental reside no uso de Large Language Models (LLM), que são posteriormente otimizados especificamente para a tarefa de tradução. Esta abordagem confere-lhes uma vantagem intrínseca na produção de traduções mais versáteis e com uma cadência quase humana.

A analogia com o mundo da programação é inevitável. Os developers abraçaram as ferramentas de IA, que permitem gerar código funcional mesmo com conhecimentos limitados. De forma semelhante, os sistemas de tradução modernos permitem-nos "falar" idiomas que, na realidade, não dominamos. As máquinas fazem o trabalho por nós, e fazem-no cada vez melhor e de forma mais instantânea.

Esta capacidade de tradução em tempo real é a nova tendência. Empresas como a Google e a Meta estão a integrá-la nos seus óculos de realidade aumentada, e a Apple, conhecida por apenas lançar tecnologias maduras, já a incorporou nos seus AirPods.

Embora a experiência ainda não seja perfeita, é evidente que esta funcionalidade se tornará um padrão no setor.

airpods traducao ao vivo02

Os novos protagonistas: do ChatGPT ao TranslateGemma

Esta transição, que visa tornar o acesso a traduções de qualidade algo trivial, foi recentemente reforçada com o lançamento de duas plataformas notáveis. A primeira, o ChatGPT Translate, surpreende menos pela inovação e mais por ser uma aplicação lógica e evidente da IA, replicando serviços já consolidados como o Google Translate e o DeepL.

Se ainda restavam dúvidas sobre o avanço nesta área, a Google dissipou-as ao apresentar os seus novos modelos de IA generativa focados em tradução: os TranslateGemma. Esta família de modelos (com versões 4B, 12B e 27B) permite executar estas tarefas de forma local, privada e sem necessidade de ligação à nuvem.

Atualmente, suportam 55 idiomas, mas a empresa já anunciou que está a treiná-los para mais de 500 no futuro.

 

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