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A adoção de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial (IA) no trabalho tem crescido rapidamente em todo o mundo, transformando tarefas e decisões diárias. Este funcionário, de 70 anos, usa a tecnologia todos os dias e, segundo ele, tem sido verdadeiramente útil.

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À medida que empresas e profissionais exploram ferramentas capazes de escrever e-mails, gerar código, resumir documentos extensos ou criar imagens, a adoção de IA no trabalho tem crescido globalmente.
De fcato, este boom tecnológico tem transformado a forma como as pessoas desempenham tarefas e tomam decisões no dia a dia.
Nos Estados Unidos, esta tendência é particularmente visível: um novo inquérito da Gallup Workforce, realizado no final do ano passado com mais de 22.000 trabalhadores, revela que cerca de 12% dos adultos empregados utilizam IA diariamente no seu trabalho.
Mais, aproximadamente um quarto dos trabalhadores recorre a IA com frequência, definido como pelo menos algumas vezes por semana, enquanto quase metade utiliza a tecnologia algumas vezes por ano.

Frequent Use of AI in the Workplace Continued to Rise in Q4. Fonte: GALLUP (2026)
Estes dados são particularmente interessantes, considerando que, em 2023, apenas 21% afirmavam usar IA pelo menos ocasionalmente, e destacam o impacto do crescimento comercial impulsionado pelo ChatGPT e outras ferramentas de IA generativa.
Nunca é tarde demais para aprender
Embora muitos trabalhadores mais velhos possam enfrentar dificuldade em acompanhar a rápida adoção da tecnologia e da IA, tornando mais desafiante para alguns acompanhar mudanças que alteram significativamente os métodos de trabalho, Gene Walinski não parece ser um desses casos.
Com 70 anos, o funcionário da Home Depot é um dos colaboradores que adota a IA no trabalho, recorrendo a um assistente no seu telemóvel pessoal aproximadamente de hora a hora durante um turno.
O obejtivo é poder responder melhor a perguntas sobre produtos com os quais não está "100% familiarizado", na secção de material eléctrico da loja de New Smyrna Beach, na Flórida.
Acho que o meu trabalho sofreria se não o pudesse fazer, porque haveria muitos ombros encolhidos e "não sei" e os clientes não querem ouvir isso.
Contou Gene Walinski, conforme citado pela revista norte-americana Fortune.

Clientes no interior de uma loja Home Depot. Crédito: David Paul Morris/Bloomberg
Ainda que a Home Depot não lhe tenha pedido para usar IA quando começou a trabalhar na loja, no ano passado, depois de uma carreira de décadas no setor automóvel, a empresa não tentou impedi-lo, deixando ao seu critério a utilização da tecnologia.
Sobre a possibilidade de eventualmente ser substituído pela IA, ele afirmou que "não está nada preocupado".
A interação humana é realmente o que uma loja como a minha valoriza. Tudo gira em torno das pessoas.
Outras áreas que têm beneficiado da IA
Embora o uso frequente de IA esteja a crescer entre muitos trabalhadores, a adoção da IA mantém-se mais elevada entre aqueles que trabalham em áreas relacionadas com tecnologia, segundo a mesma revista.
Cerca de seis em cada 10 trabalhadores em tecnologia afirmam usar IA com frequência, e aproximadamente três em cada 10 dizem fazê-lo diariamente.

No setor financeiro, no qual a IA cresce, também, a cada dia, o banqueiro de investimentos no Bank of America, em Nova Iorque, Andrea Tanzi, de 28 anos, afirmou usar ferramentas de IA todos os dias para sintetizar documentos e conjuntos de dados que, de outra forma, levar-lhe-iam várias horas a analisar.
Além disso, contou que recorre ao chatbot interno do banco, Erica, para ajudar em tarefas administrativas.
- A professora Joyce Hatzidakis na sala de aula, na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, em Riverside, Califórnia. Crédito: AP/Damian Dovarganes, via WSLS
- A professora Joyce Hatzidakis a utilizar a ferramenta de IA Gemini na sua sala de aula do ensino secundário, na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, em Riverside, Califórnia. Crédito: AP/Damian Dovarganes, via Court House News
Na área da educação, a IA é, também, importante: Joyce Hatzidakis, de 60 anos, é professora de artes numa escola secundária, em Riverside, na Califórnia, e contou ter começado a experimentar chatbots de IA para "aprimorar" a sua comunicação com os pais.
Posso escrever uma nota sem me preocupar com o que digo e depois indicar o tom que quero. E, depois, quando a leio novamente, se não estiver bem, posso editá-la outra vez. Tenho recebido menos reclamações de pais.
Como fica cada vez mais claro, a IA pode tornar-se uma aliada poderosa, mesmo para os trabalhadores mais velhos que não cresceram com a tecnologia.
Ao abraçarem a IA, conseguem potencializar a sua experiência e conhecimento, tornando o trabalho mais eficiente e permitindo manter-se relevantes num mercado cada vez mais digital.
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