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A Qualcomm imagina um futuro repleto de dispositivos vestíveis com Inteligência Artificial (IA) e, para que o hardware não seja uma barreira, construiu um processador não apenas para smartwatches, mas para qualquer gadget com IA que as marcas se lembrem de criar, futuramente.

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O mais recente processador da Qualcomm foi construído não apenas para smartwatches, mas, também, para qualquer dispositivo com IA que as grandes tecnológicas planeiem lançar, futuramente.
Os anteriores chips Snapdragon Wear da Qualcomm estavam sobretudo orientados para smartwatches. Contudo, o novo Snapdragon Wear Elite, anunciado pela primeira vez a tempo do MWC 2026, em Barcelona, pretende integrar mais do que isso.
O chip é construído num processo de 3 nm e integra a NPU Hexagon da Qualcomm. Esta unidade de processamento neuronal foi concebida para lidar com tarefas de IA de menor exigência, embora a Qualcomm tenha, também, incluído um acelerador adicional de IA, o eNPU, para cenários de utilização de baixo consumo energético.
A empresa de hardware afirma ainda ter aumentado em cinco vezes o desempenho do CPU em tarefas single-thread, em comparação com o anterior chip W5 Gen 2, tendo melhorado, também, a taxa máxima de fotogramas obtida pela GPU do Wear Elite.

Conforme informámos, em janeiro deste ano, a Apple deverá estar a desenvolver um pin vestível com IA, equipado com câmaras e microfones, e concebido para captar o ambiente do utilizador. Também o ex-designer da Apple, Jony Ive, e o cofundador da empresa responsável pelo ChatGPT, Sam Altman, acreditam que a próxima grande revolução tecnológica pode chegar com um dispositivo que, não sendo um smartphone, será tão revolucionário e funcionará com IA.
Qualcomm está de estratégia posta nos dispositivos com IA
Ainda que as melhorias anunciadas possam tornar os smartwatches da próxima geração um pouco mais rápidos ao carregar aplicações, o principal objetivo da Qualcomm é introduzir novos casos de utilização para a sua plataforma, seja através de pins, pendentes ou hubs centrados em IA.
Este novo chip promete conseguir executar localmente um modelo de IA com dois mil milhões de parâmetros, sendo tecnicamente capaz de lidar com um modelo conversacional muito pequeno. A forma como isso funcionará na prática ainda está, contudo, por determinar.
A Qualcomm afirma ter melhorado, também, a estabilização de imagem para câmaras de pequenas dimensões.
O chip suporta câmaras capazes de captar imagens e vídeo a 1080 p e 60 fps, podendo ser útil para modelos de visão de IA.
Ao mesmo tempo, qualquer modelo de visão de IA deverá provavelmente funcionar na cloud, exigindo uma ligação permanente à Internet.
Esta necessidade constante de ligação 5G ou Wi-Fi é precisamente o que tem travado tentativas anteriores de dispositivos vestíveis com IA, conforme recordado pelo Gizmodo.

Segundo John Kehrli, diretor sénior de gestão de projetos da Qualcomm, ao mesmo website, a empresa já está em conversações com várias empresas, todas a tentar criar algum tipo de dispositivo vestível com IA que finalmente faça sentido.
A Qualcomm não está a imaginar uma utilização específica para o chip, de acordo com Kehrli. Afinal, o próximo dispositivo poderá surgir num formato que ninguém antecipou.
De qualquer forma, tendo em conta que, até agora, as propostas mais mediáticas de dispositivos vestíveis com IA têm fracassado, será interessante acompanhar o que a indústria vai fazer para torná-los mais competentes e apetecíveis para os consumidores.
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