Como a UE está a usar IA para detetar alimentos perigosos antes que cheguem às prateleiras - Sem Enrolação

Como a UE está a usar IA para detetar alimentos perigosos antes que cheguem às prateleiras

Como a UE está a usar IA para detetar alimentos perigosos antes que cheguem às prateleiras

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A Comissão Europeia criou uma ferramenta baseada em Inteligência Artificial (IA) que ajuda a acelerar a deteção de fraudes alimentares e incidentes ou surtos alimentares em qualquer país da União Europeia (UE). Entenda como funciona!

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A Comissão Europeia lançou uma nova plataforma baseada em IA para acelerar a deteção de fraudes alimentares, produtos contaminados e surtos de doenças transmitidas por alimentos em toda a cadeia de fornecimento agroalimentar da UE.

De nome TraceMap, a ferramenta já está disponível para as autoridades nacionais de todos os Estados-Membros da UE.

Segundo Olivér Várhelyi, comissário para a Saúde e Bem-Estar Animal, "o TraceMap é um avanço que vai revolucionar a capacidade da UE de reagir a crises de segurança alimentar e de combater a fraude alimentar".

Permitirá uma deteção mais rápida da fraude alimentar e de quem tenta contornar as nossas condições de importação. Proporcionará melhor coordenação entre os Estados-Membros e uma proteção mais forte tanto para os agricultores como para os consumidores da UE.

Esta é uma infraestrutura crítica para a prevenção e controlo de crises e deverá reforçar a confiança de todas as partes interessadas nos nossos robustos sistemas de segurança alimentar.

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Como funciona o TraceMap?

O TraceMap utiliza IA para facilitar o acesso a grandes volumes de dados provenientes dos sistemas existentes de segurança alimentar da UE, permitindo aos investigadores identificar rapidamente ligações entre operadores e remessas.

Uma vez identificado um risco potencial, as autoridades podem monitorizar a cadeia de fornecimento agroalimentar mais alargada, por forma a rastrear produtos afetados e coordenar recolhas mais rápidas.

O sistema processa e interpreta informação de várias plataformas de gestão de segurança alimentar da UE, incluindo ose seguintes:

  • Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Forragens (RASFF);
  • Sistema de Controlo e Especialistas do Comércio (TRACES).
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Ao integrar estas fontes de dados, as autoridades podem seguir padrões de comércio e fluxos de produção mais rapidamente durante as investigações.

Segundo a própria Comissão Europeia, numa publicação oficial, o TraceMap procura ajudar as autoridades nacionais a:

  • Reforçar a segurança alimentar, a triagem, a gestão de crises e a proteção do consumidor;
  • Garantir que produtos inseguros e não conformes sejam retirados do mercado mais rapidamente, incluindo em casos de surtos alimentares;
  • Melhorar o controlo efetivo de bens importados, em linha com a Visão da UE para a Agricultura e Alimentação;
  • Aumentar a precisão da triagem e as medidas antifraude em toda a cadeia de abastecimento;
  • Identificar ligações entre operadores e remessas através das fronteiras;
  • Identificar rapidamente operadores e produtos de alto risco;
  • Detetar padrões suspeitos nos fluxos de comércio e produção.

Uma versão piloto do TraceMap já demonstrou o seu potencial: segundo a Comissão Europeia, recentemente, a ferramenta baseada em IA ajudou a identificar e recolher leite infantil contaminado, oriundo da China, permitindo aos investigadores rastrear os produtos afetados e responder mais rapidamente.

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