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Elon Musk decidiu reconstruir a xAI praticamente do zero, admitindo que a estrutura inicial da empresa não foi a mais adequada para competir com gigantes como a OpenAI ou a Anthropic. Esta reestruturação surge num momento crítico, marcado por uma rotatividade de pessoal e por uma pressão crescente para gerar resultados financeiros.

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A reconstrução das fundações da xAI
A afirmação de Elon Musk na rede social X foi perentória: a xAI "não foi construída de forma correta da primeira vez". Por este motivo, a empresa está agora a ser reestruturada desde os seus alicerces. Dos onze cofundadores que iniciaram o projeto há três anos, restam apenas dois: Manuel Kroiss e Ross Nordeen.
A pressão imediata sobre a xAI é de natureza competitiva. Recentemente, os cofundadores Zihang Dai e Guodong Zhang abandonaram a organização após críticas de Musk quanto à eficácia das ferramentas de programação da empresa. O empresário considera que estas não estão a conseguir rivalizar com o Claude Code da Anthropic ou o Codex da OpenAI.
O foco no código não é aleatório: estas ferramentas são vistas como a principal fonte de receita para os laboratórios de inteligência artificial (IA). Embora o Grok tenha atraído utilizadores pela sua regulação permissiva em relação a imagens, o sucesso financeiro a longo prazo depende da capacidade da IA em auxiliar programadores.
Atualmente, o atraso nesta área é encarado como um problema de negócio grave e não apenas uma questão de perceção pública.
xAI was not built right first time around, so is being rebuilt from the foundations up.
Same thing happened with Tesla.
— Elon Musk (@elonmusk) March 12, 2026
Intervenção da SpaceX e da Tesla na reestruturação da xAI
A reestruturação da xAI estende-se agora à gestão de recursos humanos. Relatórios recentes indicam que executivos de topo da SpaceX e da Tesla foram mobilizados para avaliar o desempenho dos funcionários da xAI, resultando no despedimento daqueles que não cumprem os padrões exigidos.
Para colmatar as falhas na equipa, Musk revelou estar a rever pessoalmente candidaturas que tinham sido anteriormente rejeitadas, procurando talentos que possam ter sido ignorados pelos processos de recrutamento iniciais.
Apesar da turbulência, há sinais positivos na contratação. Andrew Milich e Jason Ginsberg, vindos da Cursor - uma empresa de ferramentas de programação com IA -, juntaram-se recentemente à xAI. A transição destes especialistas sugere que o acesso direto a Large Language Models (LLM) e a recursos computacionais massivos continua a ser um forte atrativo para os engenheiros do setor.

O projeto Macrohard
Olhando para o futuro, Musk aposta no projeto Macrohard, um nome que refere como sendo uma piada em relação à Microsoft. O objetivo é criar um agente de IA capaz de realizar qualquer tarefa digital que um trabalhador de escritório executaria num computador.
Embora o projeto tenha sofrido um revés com a saída precoce do seu líder, Toby Pohlen, Musk revelou que o Macrohard será um esforço conjunto entre a xAI e a Tesla.
Este agente digital deverá trabalhar em conjunto com o "Digital Optimus", uma extensão do robô humanoide da Tesla. A visão de Musk passa por utilizar o modelo de linguagem da xAI para orientar as ações deste agente.
No entanto, este conceito não é exclusivo: empresas como a Perplexity e a OpenAI já trabalham em soluções semelhantes de "procuradores digitais" para automatizar tarefas complexas em ambientes empresariais.
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