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A Apple encontra-se no centro de uma nova polémica judicial após ter sido alvo de uma ação coletiva movida por 3 criadores de conteúdo do YouTube. O processo acusa a empresa de utilizar vídeos protegidos por direitos de autor para treinar os seus modelos de inteligência artificial (IA) sem a devida autorização.

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O processo judicial contra a Apple por extração de dados
A denúncia partiu dos responsáveis pelos canais h3h3 Productions, MrShortGameGolf e Golfholics, que afirmam que a Apple ignorou as proteções de direitos de autor vigentes.
Segundo os queixosos, a tecnológica terá contornado deliberadamente a arquitetura de streaming controlada da plataforma - à qual os utilizadores comuns estão limitados - para recolher dados de forma automatizada.
Os criadores defendem que o sucesso financeiro da Apple no campo da IA generativa depende diretamente do acesso indevido a estes conteúdos originais.

Um cenário recorrente de conflitos
É relevante notar que estes canais de YouTube não visaram apenas a Apple, tendo já avançado com processos semelhantes contra outras grandes empresas como a Meta, a NVIDIA e a ByteDance.
Esta situação reflete uma tendência crescente na indústria, onde as gigantes tecnológicas são acusadas de treinar os seus algoritmos com base no trabalho intelectual de terceiros. Recentemente:
- A OpenAI e a Microsoft também enfrentaram acusações por parte do New York Times.
- A Perplexity foi processada pelo Reddit e pela Encyclopedia Britannica por infrações de propriedade intelectual.
Já no ano passado, a Apple foi mencionada num outro processo movido por dois professores de neurociência, que alegaram que as suas obras protegidas foram utilizadas sem permissão. Até ao momento, a Apple ainda não emitiu qualquer comentário oficial sobre estas novas acusações.
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