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A Comissão Europeia determinou que a Google deve permitir que serviços de inteligência artificial (IA) concorrentes tenham o mesmo nível de integração que o Gemini no sistema operativo Android.

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Bruxelas exige igualdade para os rivais da Google
No âmbito da Lei dos Mercados Digitais, a Comissão Europeia publicou um conjunto de propostas que procuram garantir que serviços como o ChatGPT ou o Claude funcionem no Android com a mesma fluidez que o Gemini.
Atualmente, os reguladores consideram que a Google mantém o controlo de permissões cruciais do sistema, relegando as IA de outras empresas para uma integração de categoria inferior, o que limita a sua utilidade prática no quotidiano dos utilizadores.
Um dos principais pontos de discórdia reside no facto de assistentes de terceiros não conseguirem, neste momento, realizar tarefas com a mesma eficácia que o serviço nativo da Google.
Aspetos como a ativação por voz simplificada ou a interação com outras aplicações instaladas no dispositivo são privilégios do Gemini. A nova regulamentação pretende que qualquer serviço de IA tenha acesso direto a estas capacidades de hardware e software, permitindo uma execução de tarefas muito mais integrada e natural.

Empresa alerta para riscos de segurança e privacidade
Como seria expectável, a Google reagiu com ceticismo e preocupação às exigências europeias. Clare Kelly, consultora sénior de concorrência da empresa, classificou a intervenção governamental como injustificada.
Segundo a responsável, a obrigação de partilhar acesso a hardware sensível e permissões críticas do sistema pode comprometer a privacidade dos dados pessoais e elevar os custos de manutenção, colocando em risco a segurança dos utilizadores no território europeu.
Caso a Google não cumpra as orientações estabelecidas pela Comissão, poderá enfrentar investigações formais e coimas que podem chegar aos 10% da sua faturação anual global. O prazo para que entidades interessadas apresentem as suas alegações termina a 13 de maio de 2026.
Esta pressão regulatória assemelha-se à que foi aplicada à Meta, que foi recentemente instruída a restaurar o acesso gratuito de IA de terceiros ao WhatsApp, demonstrando um esforço de Bruxelas para democratizar o acesso à tecnologia de ponta.
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