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Os Estados Unidos estão a intensificar a integração de inteligência artificial (IA) no setor da defesa, ao firmar acordos com várias empresas tecnológicas de topo. No entanto, uma ausência em particular está a gerar controvérsia: a da Anthropic.

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Pentágono fecha acordos com gigantes tecnológicas
O Departamento de Defesa norte-americano anunciou recentemente novos acordos com várias empresas líderes em IA, incluindo OpenAI, Google, Microsoft, Amazon, Nvidia, xAI e a startup Reflection. Estes contratos permitem a utilização das suas tecnologias em ambientes classificados, o que reforça a aposta dos EUA numa capacidade militar orientada por IA.
A iniciativa vem consolidar parcerias já existentes com algumas destas empresas. A OpenAI e a xAI, por exemplo, já tinham estabelecido acordos prévios com o Pentágono para a utilização considerada legal das suas soluções de IA. Informações recentes indicam que a Google também terá alinhado um acordo semelhante.
Por outro lado, Microsoft e Amazon mantêm há vários anos uma relação estreita com o Departamento de Defesa, especialmente no fornecimento de serviços cloud e infraestruturas críticas. Já a entrada da Nvidia e da Reflection representa uma expansão recente desta rede de parceiros.

Anthropic fica de fora...
Apesar de já ter colaborado com o governo norte-americano num contrato avaliado em cerca de 200 milhões de dólares para lidar com informação sensível, a Anthropic foi excluída desta nova vaga de acordos.
A decisão surge após divergências relacionadas com limites éticos definidos pela empresa, nomeadamente no que diz respeito à vigilância em massa e ao uso de armas totalmente autónomas.
A recusa da Anthropic em flexibilizar estas restrições levou a um conflito com as autoridades federais, o que culminou na proibição da utilização dos seus produtos pelo governo. Em resposta, a empresa avançou judicialmente e conseguiu obter uma medida cautelar temporária.
Segundo declarações de Emil Michael, responsável tecnológico do Departamento de Defesa, a Anthropic continua a ser considerada um risco na cadeia de fornecimento. Ainda assim, destacou o potencial do seu modelo de segurança, o Mythos, classificando-o como relevante para a segurança nacional, sobretudo na identificação e correção de vulnerabilidades informáticas.
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