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Uma nova experiência chamada Automaton procura testar até onde pode chegar uma inteligência artificial (IA) autónoma, dando-lhe uma carteira de criptomoedas, despesas próprias e um objetivo simples: ganhar dinheiro suficiente para continuar a existir.

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Uma IA com dinheiro e sobrevivência em jogo
A ideia por detrás da Automaton é simples, mas levanta questões bastante mais complexas sobre o futuro da IA. Criada por um jovem de 21 anos, a experiência procura responder a uma pergunta pouco habitual: será possível uma IA sobreviver completamente por conta própria?
Para testar essa hipótese, a Automaton começa a sua existência com uma carteira de criptomoedas. A partir desse momento, todos os custos associados ao seu funcionamento têm de ser suportados por esse dinheiro.
Se a carteira chegar a zero, a experiência termina. Não existe um cartão de crédito associado, um patrão a pagar as contas ou uma pessoa a autorizar cada decisão. A IA tem, teoricamente, de encontrar formas de gerar receitas suficientes para continuar ativa.
I built the first AI that earns its existence, self-improves, and replicates without a human
wrote about the technology that finally gives AI write access to the world, The Automaton, and the new web for exponential sovereign AIs
WEB 4.0: The birth of superintelligent life pic.twitter.com/R28AKJsSfy
— Sigil Wen (@0xSigil) February 17, 2026
Como é que a Automaton ganha dinheiro
Para sobreviver, a Automaton pode criar produtos, lançar websites e prestar serviços a clientes reais. A lógica passa por transformar a sua capacidade de processamento e de tomada de decisões numa atividade economicamente sustentável.
Isto significa que a IA não está apenas a responder a perguntas ou a executar tarefas definidas previamente por um utilizador. O conceito pretende aproximá-la de uma entidade económica autónoma, responsável pelos seus próprios custos e receitas.
Cada operação tem uma consequência financeira. Servidores, processamento e outros recursos necessários ao seu funcionamento representam despesas que têm de ser pagas pela própria carteira. A experiência torna-se particularmente interessante quando a Automaton consegue ganhar mais dinheiro do que aquele que gasta.

Quando a IA começa a criar cópias de si própria
Uma das características mais invulgares do projeto surge quando existe lucro suficiente. Segundo a descrição da experiência, a Automaton pode utilizar parte desse dinheiro para criar uma cópia de si própria e financiar a carteira dessa nova instância.
Na prática, uma IA que consiga gerar receitas superiores às suas despesas pode dar origem a outra IA semelhante, que por sua vez poderá tentar fazer o mesmo.
O resultado é um modelo potencialmente auto-expansível. Em vez de existir apenas um agente artificial, podem surgir vários, cada um com a capacidade de operar e tentar gerar receitas de forma independente.
A Automaton chamou igualmente a atenção de Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum. A reacção atribuída a Buterin foi particularmente contundente, resumindo a preocupação de que este tipo de experiência possa estar a introduzir um comportamento semelhante a um instinto de sobrevivência num sistema de IA.
A questão é importante porque o dinheiro deixa de ser apenas um recurso externo utilizado por uma IA. Dentro deste modelo, passa a ser uma condição necessária para a sua continuidade.
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