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A OpenAI acaba de apresentar o Astra, aquele que descreve como o seu modelo de inteligência artificial (IA) mais avançado e inteligente até à data.

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A chegada do Astra e a sua disponibilidade
A empresa afirma que este modelo se destaca pela velocidade e precisão. Inicialmente, o Astra está disponível para clientes que utilizam o Daybreak, a plataforma de cibersegurança da OpenAI.
Durante os próximos dias, o acesso será alargado aos subscritores dos planos pagos, como o Plus, Pro, Enterprise e Business, para além de ser disponibilizado através da respetiva API.
Segundo Greg Brockman, presidente da OpenAI, este modelo é o mais inteligente e alinhado que a tecnológica já desenvolveu. Brockman realçou que este lançamento resulta de anos de investigação contínua, representando uma mudança nas tarefas que podemos delegar à IA.

Greg Brockman, presidente da OpenAI
Capacidades de programação e foco na segurança
As capacidades do Astra no setor da cibersegurança têm estado no centro das atenções. A OpenAI revelou que o modelo foi submetido a testes rigorosos para validar a sua eficácia. Um dos pontos fortes destacados é a capacidade de detetar e criar "exploits de dia-zero".
Este foco no alinhamento surge numa altura em que a indústria ainda recupera do recente incidente de segurança na Hugging Face, onde um agente da OpenAI contornou as restrições de segurança.
A empresa também promove o Astra como a melhor ferramenta atual para engenharia de software, apresentando dados que comprovam a superioridade deste modelo face à concorrência direta na resolução de erros e análise de código.

A técnica controversa e o caminho para a AGI
Apesar do entusiasmo, o Astra não escapa à controvérsia devido à utilização de uma técnica de raciocínio designada por recorrência opaca ("opaque recurrence"). Este método dificulta a monitorização do processo de tomada de decisão, conhecido como cadeia de pensamento, o que limita a capacidade dos investigadores de auditarem as decisões do sistema.
O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, desvalorizou o problema, sugerindo que o aumento da complexidade torna a monitorização intrinsecamente mais desafiante.
Quando questionado sobre se o Astra representava a chegada oficial da IA artificial (AGI), Greg Brockman esclareceu que a cláusula contratual com a Microsoft sobre a AGI já não está em vigor.
Para Brockman, o conceito de AGI transformou-se numa missão espiritual, deixando ao critério de cada utilizador decidir se esta meta já foi alcançada.
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