Anthropic processa administração de Trump por ter sido incluída na lista negra do Pentágono - Sem Enrolação

Anthropic processa administração de Trump por ter sido incluída na lista negra do Pentágono

Anthropic processa administração de Trump por ter sido incluída na lista negra do Pentágono

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Em mais um episódio desta história, a Anthropic avançou com um processo contra a administração de Donald Trump, após o Pentágono ter incluído a empresa de Inteligência Artificial (IA) na lista negra dos Estados Unidos da América (EUA).

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O processo judicial é o episódio mais recente de uma história que tem envolvido a Anthropic e a administração de Donald Trump.

Conforme temos acompanhado, a Anthropic foi a primeira empresa de IA a ser aprovada para redes militares confidenciais, nas quais trabalhou alegadamente com parceiros como a empresa norte-americana de software Palantir Technologies, criticada pelas suas ligações ao exército israelita.

Apesar de a Anthropic se descrever como uma desenvolvedora "responsável", a administração de Trump pretendia utilizar os produtos das empresas de IA que selecionou sem restrições, incluindo os seus.

De acordo com o que vimos anteriormente, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou inclusive que a sua visão para sistemas militares baseados em IA implica que estes funcionem "sem constrangimentos ideológicos que limitem aplicações militares legais", acrescentando que a IA do Pentágono "não será woke".

Até há pouco tempo, a Anthropic servia como um dos primeiros parceiros em várias agências dos EUA, numa altura em que o governo procurava atualizar rapidamente os seus sistemas e capacidades com tecnologia de IA de ponta.

Entretanto, contudo, o Departamento de Defesa tentou ultrapassar uma barreira imposta pela Anthropic, que rejeitou permitir disponibilizar os seus modelos de IA para utilização na nova rede interna do Pentágono, flexibilizando as diretrizes éticas da sua tecnologia.

A empresa foi, por isso, oficialmente declarada um risco para a segurança dos EUA pelo Pentágono.

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Anthropic defende-se da administração de Trump e do Pentágono

Na quinta-feira da semana passada, a Anthropic confirmou que tinha sido oficialmente designada como um risco para a cadeia de fornecimento dos EUA.

Entretanto, numa queixa apresentada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, a empresa alegou que estas ações são "sem precedentes e ilegais" e que estão a "causar danos irreparáveis à Anthropic".

Importa recordar que, além de ser inédito que uma empresa norte-americana seja designada um risco, ela significa que o Governo do país considera que a empresa pode representar uma ameaça à segurança nacional ou à fiabilidade de produtos críticos, especialmente se estiver ligada a tecnologias sensíveis ou sistemas militares.

A classificação permite que o Governo dos EUA imponha restrições, supervisione de perto ou mesmo obrigue a empresa a adaptar os seus produtos para fins militares, podendo dificultar contratos futuros ou parcerias estratégicas.

Os contratos da Anthropic com o governo federal já estão a ser cancelados. Os contratos atuais e futuros com entidades privadas também estão em dúvida, colocando em risco centenas de milhões de dólares a curto prazo.

Sustenta o processo, acrescentando que "além desses prejuízos económicos imediatos, a reputação da Anthropic e as suas liberdades fundamentais ao abrigo da Primeira Emenda estão sob ataque".

Segundo o processo judicial apresentado pela Anthropic, "sem intervenção judicial, esses danos irão apenas agravar-se nas próximas semanas e meses".

 

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