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Pelo tanto que ainda se desconhece da Inteligência Artificial (IA), abundam as teorias e previsões sobre o futuro que a tecnologia vai proporcionar. Na perspetiva de Yuval Noah Harari, o autor do livro best-seller “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, todos os países enfrentarão duas crises.

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O World Economic Forum é uma organização internacional independente, fundada em 1971 por Klaus Schwab, com o objetivo de promover a cooperação entre líderes dos setores público, privado e da sociedade civil.
Focado na melhoria do estado do mundo, criando espaços de diálogo onde se discutem desafios económicos, sociais, políticos e tecnológicos de alcance global, o Fórum tornou-se particularmente conhecido pela reunião anual, em Davos, na Suíça, que reúne chefes de Estado, executivos de grandes empresas, académicos e representantes de organizações internacionais.

World Economic Forum, ou Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
À semelhança dos anos anteriores, o evento está a decorrer, em Davos, de 19 a 23 de janeiro, dando palco ao debate de temas emergentes que moldam o futuro da economia e da sociedade. Este ano, um dos destaques volta a ser a IA.
Países devem preparar-se para duas crises
Com intervenções de líderes globais e executivos de grandes empresas, o Business Insider deu conta de uma em particular, feita pelo autor do livro best-seller "Sapiens: Uma Breve História da Humanidade", Yuval Noah Harari.
Na perspetiva do, também, investigador do Centro de Estudos de Risco Existencial da Universidade de Cambridge e professor de história na Universidade Hebraica de Jerusalém, a IA está prestes a criar duas crises para todos os países:
- Primeiro, a IA vai mergulhar a humanidade numa crise de identidade. Embora tenhamos passado a valorizar-nos com base na nossa capacidade de pensar, a IA poderá em breve superar-nos nessa tarefa.
- Depois, todas as nações enfrentarão uma crise de imigração, comparando as IA a imigrantes que trarão benefícios para um país, como competências em medicina e ensino, mas também perturbações juntamente com esses benefícios.

Yuval Noah Harari, no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, no dia 20 de janeiro de 2026. Crédito: Krisztian Bocsi/Bloomberg
Segundo Harari, "aqueles que se preocupam com os imigrantes humanos geralmente argumentam que os imigrantes podem roubar empregos, mudar a cultura local e ser politicamente desleais".
Não tenho a certeza se isso é verdade para todos os imigrantes humanos, mas com certeza será verdade para os imigrantes de IA.
Alertou Yuval Noah Harari, questionando o público sobre se quer permitir que as IA sejam reconhecidas como "pessoas jurídicas", com direitos nos seus países, dando-lhes a capacidade de abrir empresas, formar e pregar as suas próprias religiões ou fazer amizade com os seus filhos nas redes sociais.
Na sua opinião, "se queremos influenciar o rumo da humanidade, é preciso tomar uma decisão agora".
"Imigrantes de IA" vão ajudar os seres humanos
O investigador, professor e autor não foi o único a usar o termo "imigrantes de IA".
Segundo a Agence France-Presse, no início deste mês, o diretor-executivo da NVIDIA, Jensen Huang, referiu-se a robôs através desse termo, dizendo que os "imigrantes de IA" ajudar-nos-ão com trabalhos que já não queremos fazer, como trabalhos na indústria.
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