Como a Noruega vai usar IA para gerir o maior fundo de investimento estatal do mundo - Sem Enrolação

Como a Noruega vai usar IA para gerir o maior fundo de investimento estatal do mundo

Como a Noruega vai usar IA para gerir o maior fundo de investimento estatal do mundo

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O colossal fundo soberano da Noruega, que em 2026 atingiu um valor entre 1,87 biliões e 1,9 biliões de euros (em inglês, €1.87 trillion e €1.9 trillion), vai começar a usar Inteligência Artificial (IA) nas decisões de investimento.

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O fundo soberano da Noruega investe em ações e obrigações de rendimento fixo desde 1998, tendo o primeiro investimento em imóveis não cotados sido realizado em 2011, e o primeiro investimento em infraestruturas de energia renovável não cotadas realizado em 2021.

Segundo o Norges Bank Investment Management (NBIM), que gere o fundo de investimento estatal da Noruega, o seu principal objetivo é investir as receitas excedentárias do setor petrolífero do país, no sentido de garantir que a riqueza que ele gera beneficia tanto as gerações atuais como as futuras.

Avaliado em quase dois biliões de euros, o maior fundo de investimento do mundo planeia permitir que a IA tome algumas decisões de investimento sob supervisão humana.

Embora a IA possa ser útil neste contexto, as autoridades norueguesas citaram a atual taxa de erro da tecnologia.

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Gestão do fundo soberano da Noruega já usa IA para recolha de dados

Cerca de metade dos 700 funcionários da NBIM já desenvolve as suas próprias ferramentas de IA, utilizando principalmente o Claude, da Anthropic. Através da recolha de informação, estes sistemas já ajudam os funcionários na tomada de decisões, segundo Stian Kirkeberg, responsável de aprendizagem automática e IA do fundo soberano.

As aplicações vão desde a monitorização de 7000 empresas em termos ambientais, sociais e de governação (ESG) e risco financeiro até à simulação de negociações contratuais ou preparação de reuniões.

Segundo Kirkeberg, com o tempo, alguns agentes de IA poderão ser autorizados a tomar decisões autónomas limitadas.

O princípio é que tomamos melhores decisões humanas ao deixar a IA analisá-las por nós.

Disse Kirkeberg, à Reuters, revelando que "em determinada altura, vamos confiar que o agente pode tomar algumas decisões e nós limitamo-nos a monitorizar o que faz".

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Nicolai Tangen, diretor-executivo da NBIM, a participar numa conferência de imprensa sobre os resultados anuais da NBIM para 2024 no Norges Bank, em Oslo, Noruega, a 29 de janeiro de 2025. Crédito: NTB/Ole Berg-Rusten via Reuters

Esta decisão surge sob a liderança de Nicolai Tangen, que tem sido um defensor assumido da utilização de IA, tanto internamente como nas empresas em que o fundo investe.

Na sua opinião, citada pelo Independent, as empresas que não adotam a tecnologia são "completas idiotas".

Há empresas de investimento que automatizaram decisões de investimento… Nós não fazemos isso. Mas também não somos traders de alta frequência… somos investidores de longo prazo, por isso é um pouco diferente.

Afirmou o diretor-executivo, Nicolai Tangen, esclarecendo que o fundo não está sujeito à mesma pressão que investidores de curto prazo.

Além disso, contou que o fundo investiu "milhões de coroas" em IA e obteve benefícios "na ordem dos milhares de milhões", sem fornecer valores específicos nem um prazo.

No futuro, espera que o número de funcionários se mantenha estável em cerca de 700, distribuídos pelos escritórios em Oslo, Londres, Nova Iorque e Singapura, mas que as funções mudem como resultado da IA.

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