Diretor-executivo diz que só neurodivergentes, como autistas, sobreviverão à revolução da IA - Sem Enrolação

Diretor-executivo diz que só neurodivergentes, como autistas, sobreviverão à revolução da IA

Diretor-executivo diz que só neurodivergentes, como autistas, sobreviverão à revolução da IA

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As teorias sobre o impacto que a Inteligência Artificial (IA) terá no mundo, bem como na sociedade, multiplicam-se, à medida que a tecnologia evolui e demonstra ser capaz de cada vez mais coisas. Desta vez, a opinião parte do diretor-executivo da Palantir, uma empresa de software e serviços de informática norte-americana.

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Durante uma recente participação na Technology Business Programming Network (TBPN), o diretor-executivo da Palantir afirmou que a IA vai revolucionar grande parte do mercado de trabalho atual, e que, na sua visão, o caminho para o emprego vai ser extremamente limitado.

Basicamente há duas formas de saber que tens um futuro. Uma é teres alguma formação profissional. Outra é seres neurodivergente.

Disse Alex Karp, que já discutiu abertamente sobre a sua experiência com a dislexia, conforme recordado pelo Gizmodo.

O que é a neurodivergência?

De forma muito simplificada, a neurodivergência refere-se às variações naturais do funcionamento cerebral que se desviam do que é considerado normativo, ou típico, incluindo condições como autismo, perturbação de hiperatividade e défice de atenção (ou PHDA), dislexia, dispraxia, entre outras.

Cérebros

Cada condição possui características próprias que podem influenciar a forma de pensar, aprender, comunicar e interagir com o mundo.

A neurodivergência é cada vez mais vista como uma diferença cognitiva que pode trazer pontos fortes únicos, como criatividade, atenção ao detalhe ou pensamento fora do comum, embora também possa implicar desafios em contextos educativos e profissionais que não estão preparados para acolher estas particularidades.

"Neurodivergentes vão moldar o futuro da América"

As pessoas neurodivergentes lidam com todo o tipo de variações neurológicas. Para Alex Karp, isso parece ser uma vantagem.

Anteriormente, depois de um vídeo em que não conseguia ficar sentado numa cadeira durante uma conversa em palco se tornar viral, a Palantir lançou uma "Neurodivergent Fellowship", porque, segundo Karp, num comunicado, "os neurodivergentes (como eu) vão moldar desproporcionalmente o futuro da América".

No mesmo sentido, aliás, Elon Musk já atribuiu o autismo como o impulsionador do seu próprio sucesso, e Peter Thiel chamou à síndrome de Asperger "uma mais-valia para a inovação e para criar grandes empresas".

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