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O WhatsApp está sob investigação na Europa, desta vez por bloquear a integração com o ChatGPT e outros chatbots de IA. As autoridades enviaram uma declaração bem clara à Meta, notificando-a de que, segundo a investigação realizada, esta medida constitui uma violação das leis da União Europeia.

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Europa está a pressionar o WhatsApp
Mas tudo aponta para não ser apenas a um aviso à equipa de Mark Zuckerberg. A Europa pretende impor “medidas provisórias” para evitar que o bloqueio do ChatGPT e de outras IA no WhatsApp cause “danos graves e irreparáveis” ao mercado. Claro que primeiro precisa de aguardar pela resposta da Meta, que exerce o seu direito de defesa.
A Comissão Europeia considera o WhatsApp uma plataforma de comunicação dominante na região e acredita que a empresa pode estar a abusar da sua posição dominante. Isso será visto por impedir que assistentes de IA de terceiros acedam à aplicação. Os reguladores também acreditam que a aplicação de mensagens pode ser um ponto de entrada crucial para que os chatbots de terceiros alcancem um público mais vasto.
Por agora há que aguardar pela resposta da Meta e se o argumento da empresa californiana será suficiente para impedir quaisquer alterações técnicas obrigatórias. Estas reabririam as portas ao ChatGPT e a outros bots de IA no WhatsApp. O ChatGPT e o Copilot estiveram entre as primeiras plataformas de IA a lançar bots para a app de mensagens da Meta.

Meta bloqueou o ChatGPT e outras IA
Isto permitia que os utilizadores conversassem e interagissem com eles sem depender de uma aplicação dedicada ou de um browser. No entanto, uma alteração nas políticas da Meta acabou com esta integração. Em outubro passado, a OpenAI anunciou que a versão do ChatGPT disponível no WhatsApp deixaria de funcionar em meados de janeiro deste ano.
Esta decisão baseou-se exclusivamente nas modificações implementadas pela empresa de Mark Zuckerberg. Desde o início que a decisão da Meta levantou suspeitas de uma aparente tentativa da empresa em favorecer a Meta AI, o seu chatbot integrado no WhatsApp, Instagram e Facebook. Isto levou a Comissão Europeia a abrir uma investigação em dezembro passado para determinar se a estratégia constituía práticas monopolistas.
A Europa pretende determinar que a Meta bloqueou arbitrariamente o acesso de chatbots de terceiros ao WhatsApp. As medidas provisórias a aplicar deverão permitir o seu regresso. Tudo dependerá também da forma como a gigante americana se irá defender de mais uma acusação que para muitos parece óbvia e difícil de refutar.
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