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A utilização de Inteligência Artificial (IA) no ensino superior está a gerar um debate intenso em Portugal. Tudo porque um grupo de professores universitários e do ensino politécnico subscreveu recentemente um manifesto que pede a suspensão (ou mesmo a proibição) do uso de ferramentas de IA generativa nas universidades.

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Os docentes alertam para os riscos associados ao uso indiscriminado destas tecnologias nos processos de ensino-aprendizagem, defendendo que a IA pode comprometer o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia intelectual e da capacidade de escrita dos estudantes.
Ensino Superior: Alunos convertidos em cretinos digitais
Uma das expressões mais polémicas do manifesto refere-se à possibilidade de os alunos se tornarem “cretinos digitais”, dependentes de sistemas automatizados para tarefas que deveriam estimular a reflexão, a criatividade e o raciocínio próprio.
Entre as principais preocupações levantadas estão:
- A facilitação da fraude académica e do plágio
- A dificuldade em distinguir trabalhos originais de conteúdos gerados por IA
- A degradação da avaliação académica tradicional
- A perda de competências fundamentais na formação superior

Para os subscritores, o ensino superior deve continuar a ser um espaço de produção intelectual humana, onde a tecnologia é um apoio e não um substituto do esforço cognitivo.
Proibir ou regular? O dilema da IA na academia
Apesar do tom crítico, o tema está longe de gerar consenso. Muitos especialistas defendem que proibir a IA não é realista, sobretudo num contexto em que estas ferramentas já fazem parte do quotidiano profissional e académico.
O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, já veio defender a adaptação das escolas ao uso da Inteligência Artificial.
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