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A fundadora de uma startup norte-americana contou que a sua empresa foi profundamente afetada pela Inteligência Artificial (IA), tornando o seu serviço obsoleto quase de um dia para o outro.

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A fundadora da startup Ryze, sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, Ira Bodnar, revelou que a sua empresa foi profundamente afetada pela IA.
A história gerou debate no X, após a fundadora afirmar que o Claude, da Anthropic, tinha destruído o seu negócio de um dia para o outro.
Isso deu-se, depois de a Anthropic e outra empresa de IA, a Manus, terem apresentado novas funcionalidades que competiam diretamente com o principal produto da Ryze, uma ferramenta concebida para gerir anúncios do Google e da Meta.
Num artigo detalhado, Bodnar explicou que a Ryze tinha conquistado várias centenas de clientes em apenas dois meses e mantinha uma close rate de 70%.
— Ira Bodnar (@irabukht) February 23, 2026
No entanto, após a atualização do Claude, essa taxa caiu drasticamente para 20%, uma vez que a automação nativa da IA tornou redundante a categoria especializada da Ryze.
Criámos um agente de IA que automatiza a gestão de anúncios por si. Pode dar-lhe acesso a todas as suas contas Google e Meta, e ele gere tudo automaticamente. Bastante impressionante. Os clientes adoravam.
Explicou a fundadora, dizendo que ambas as IA conseguem, agora, conectar-se às plataformas para gestão de anúncios e, apesar de o Claude ainda não ter acesso ao Google Ads e não conseguir fazer alterações nas contas de anúncios, ficando-se pelas análises, consegui-lo-á dentro de alguns meses.
Na perspetiva de Bodnar, "continuar a desenvolver neste sentido parece inútil".
Equipa precaveu-se com outra ideia de negócio
Antecipando a mudança, Bodnar e a sua equipa começaram a mudar a direção da Ryze há algumas semanas. A empresa está agora focada na criação de fluxos de trabalho complexos de IA para grandes agências de publicidade que gerem centenas de contas com equipas reduzidas.
Conforme explicou no seu texto, Bodnar mantém-se otimista e sugere que, embora a IA torne mais fácil criar produtos, o "bom gosto" humano e a estratégia de distribuição são agora as principais vantagens competitivas.
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