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Um grupo de líderes proeminentes do mundo empresarial, religioso, governamental e académico subscreveu uma nova declaração de direitos humanos para a era da Inteligência Artificial (IA). Entenda a chamada Pro-Human AI Declaration.

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Divulgada esta quarta-feira e apoiada por mais de 40 organizações, a Pro-Human AI Declaration (em português, "Declaração Pró-Humana sobre a IA") reforça a importância das pessoas e dos seus valores, à medida que a tecnologia se torna cada vez mais poderosa e, em alguns aspetos, semelhante ao ser humano.
A declaração foi redigida por uma coligação de organizações de todo o espetro político, incluindo o Congress of Christian Leaders, a American Federation of Teachers e os Progressive Democrats of America.
Depois, foi assinada por grupo improvável de líderes proeminentes do mundo empresarial, religioso, governamental e académico, no sentido de uma IA fiável e controlável, que capacite as pessoas e as potencialize.

Empresário britânico, Richard Branson fundou o Virgin Group, que explora desde música até aviação e turismo espacial. Esta última área, através da Virgin Galactic. Crédito: Paul Kane/Getty Images, via Business Insider
Conforme citado pela CNBC, entre os signatários estão o antigo conselheiro da administração de Trump Steve Bannon, o comentador conservador Glenn Beck e o bilionário empresário Richard Branson, bem como o defensor dos consumidores Ralph Nader, a conselheira de segurança nacional da administração de Biden Susan Rice, o economista laureado com o Prémio Nobel Daron Acemoglu e o pioneiro da IA Yoshua Bengio.
À medida que as empresas competem para desenvolver e implementar sistemas de IA, a humanidade enfrenta uma encruzilhada. Um caminho é uma corrida para substituir: os humanos substituídos enquanto criadores, conselheiros, cuidadores e companheiros; depois na maioria dos empregos e papéis de tomada de decisão, concentrando cada vez mais poder em instituições sem responsabilização e nas suas máquinas.
Declara o preâmbulo do documento, sustentando que "existe um caminho melhor, em que ferramentas de IA fiáveis e controláveis ampliam, em vez de diminuir, o potencial humano".
Mais do que isso, "capacitam as pessoas; reforçam a dignidade humana; protegem a liberdade individual; fortalecem famílias e comunidades; preservam a autogovernação e ajudam a criar níveis sem precedentes de saúde e prosperidade".

Declaração sobre a IA foca-se em cinco temas principais
O Future of Life Institute, um grupo de defesa sem fins lucrativos cuja missão é orientar tecnologias avançadas para fins benéficos e evitar riscos de grande escala para a humanidade, reuniu os participantes e facilitou o processo de redação.
A declaração foi elaborada em vários encontros presenciais e finalizada, em janeiro, após uma reunião de ratificação mais alargada, em New Orleans.
O documento está dividido em cinco capítulos principais:
- Manter os Humanos no Comando;
- Evitar a Concentração de Poder;
- Proteger a Experiência Humana;
- Autonomia e Liberdade Humana;
- Responsabilidade e Prestação de Contas das Empresas de IA.
Dentro de cada área, uma lista de declarações mais detalhadas explica a teoria pró-humana dos signatários.
À CNBC, por escrito, Joe Allen, investigador sénior da Humans First, uma organização apartidária de defesa social que procura aumentar a consciencialização sobre o futuro da IA, disse que a declaração resultou "de um consenso meticuloso entre intelectuais e ativistas que têm refletido sobre os perigos e os aspetos negativos da [IA] durante muitos anos".

"Se queremos que a IA beneficie a humanidade, temos de nos unir"
Com signatários de um "amplo eixo, com tecno-otimistas razoáveis no topo e alguns de nós quase luditas abaixo", Joe Allen defendeu que "a posição ideal é que cada ser humano, mesmo os opositores ideológicos de alguém, tenha alguma palavra a dizer sobre uma tecnologia fundamentalmente anti-humana".
As grandes empresas tecnológicas estão numa corrida para criar IA mais inteligente do que os humanos. A Alliance for Secure AI mantém-se firme na sua missão de garantir que a humanidade controla a IA, e não o contrário.
Assegurou Brendan Steinhauser, diretor da Alliance for Secure AI, uma organização de defesa norte-americana, defendendo que, "se queremos que a IA beneficie a humanidade e não apenas os CEO de Silicon Valley, então temos de nos unir para proteger o nosso futuro".
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