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Esta quarta-feira, a Meta apresentou o Muse Spark, o seu mais recente modelo de Inteligência Artificial (IA), numa tentativa de reforçar a sua posição num mercado cada vez mais competitivo, liderado por rivais como a Google, a OpenAI e a Anthropic.

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A Meta está a lançar o seu primeiro grande modelo de IA desde a dispendiosa contratação de Alexandr Wang, da Scale AI, há nove meses, numa tentativa da empresa-mãe do Facebook de conquistar um espaço num mercado atualmente dominado pela OpenAI, Anthropic e Google.
De nome Muse Spark, o modelo de IA é o primeiro da nova série Muse, desenvolvida pelos Meta Superintelligence Labs, a unidade de IA liderada por Wang, que se juntou à Meta, em junho, como parte do investimento de 14,3 mil milhões de dólares da empresa na Scale AI, onde era diretor-executivo.
Após a estreia dos seus mais recentes modelos open-source, em abril, o mercado aguardava uma alternativa verdadeiramente capaz de fazer frente aos maiores nomes da indústria, como a Google, a OpenAI e a Anthropic.
Nos últimos nove meses, os Meta Superintelligence Labs reconstruíram toda a nossa infraestrutura de IA de raiz, avançando mais rapidamente do que em qualquer outro ciclo de desenvolvimento anterior.
Este modelo inicial é pequeno e rápido por design, mas suficientemente capaz para raciocinar sobre questões complexas de ciência, matemática e saúde. É uma base poderosa, e a próxima geração já está em desenvolvimento.
Afirmou a Meta, numa publicação, esclarecendo o Muse Spark não procura ser um modelo topo de gama, mas antes uma alternativa eficiente, com um "desempenho competitivo" em várias tarefas. Resumidamente, é capaz do seguinte:
- Raciocínio complexo em ciência, matemática e saúde;
- Interpretação de texto e imagens em simultâneo (multimodalidade);
- Diferentes modos de resposta, de rápido a analítico;
- Geração de conteúdos interativos e apoio a coding:
- Respostas mais precisas em saúde e nutrição graças a treino dedicado;
- Auxílio em tarefas do dia a dia, como análise de produtos ou recomendações personalizadas.

Segundo a Meta, a perceção multimodal é especialmente valiosa para a saúde, com a Meta AI a responder a perguntas sobre saúde com informações mais detalhadas, incluindo algumas perguntas com imagens e gráficos. Uma vez que a saúde é um dos principais motivos pelos quais as pessoas recorrem à IA, a empresa diz trabalhar com uma equipa de médicos para desenvolver a capacidade do modelo para fornecer informações úteis sobre dúvidas e preocupações comuns de saúde.
Aposta da Meta na IA para alcançar as rivais
A Meta está, também, a aumentar os seus gastos em infraestrutura de IA, tentando acompanhar os outros gigantes tecnológicos.
No seu mais recente relatório de resultados, a empresa-mãe do facebook afirmou que as despesas de capital relacionadas com IA em 2026 deverão situar-se entre 115 mil milhões e 135 mil milhões de dólares, quase o dobro do investimento de capital do ano passado, segundo a CNBC.
O novo Muse Spark é proprietário, embora a empresa afirme que existe "esperança de disponibilizar futuras versões do modelo em código aberto". Até agora, a Meta vinha a adotar uma abordagem open-source com a sua família de modelos Llama.

Segundo a Meta, "o Muse Spark oferece desempenho competitivo em perceção multimodal, raciocínio, saúde e tarefas agênticas".
Continuamos a investir em áreas onde ainda existem falhas de desempenho, especificamente sistemas agênticos de longo prazo e fluxos de trabalho de programação.
Escreveu a Meta, que está, também, a experimentar uma nova fonte de receitas relacionada com a IA, oferecendo a programadores terceiros acesso à tecnologia subjacente do Muse Spark através de uma API.
Novas fontes de receita relacionadas com a IA
De momento, apenas "parceiros selecionados", não especificados, podem aceder à "pré-visualização privada da API" do modelo, mas a empresa planeia disponibilizar acesso pago a um público mais vasto no futuro.
O novo modelo já alimenta o assistente digital da empresa na aplicação autónoma Meta AI e na web.
Entretanto, nas próximas semanas, deverá ser lançado no Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, bem como nos óculos Ray-Ban Meta AI da empresa.
A Meta planeia ainda que o Muse Spark venha a suportar a funcionalidade de vídeo Vibes AI na aplicação Meta AI. Esse serviço utiliza atualmente modelos de IA de terceiros, como os da Black Forest Labs.
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