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Desta vez, a teoria é do banco de investimento Morgan Stanley, que prevê que a maior parte do mundo não está preparada para o avanço em Inteligência Artificial (IA) que vai chegar já este ano.

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Num recente relatório abrangente, o banco de investimento alertou que um salto transformador na IA está iminente, impulsionado por uma acumulação sem precedentes de capacidade computacional nos principais laboratórios de IA dos Estados Unidos.
Os investigadores destacaram especificamente uma entrevista a Elon Musk, citando a sua convicção de que aplicar 10 vezes mais capacidade computacional ao treino de modelos de linguagem grande irá efetivamente duplicar a "inteligência" de um modelo.
Segundo eles, citados pela revista Fortune, as leis de escalabilidade que sustentam essa ideia mantêm-se firmes.
Estados Unidos são epicentro da revolução da IA
Executivos de grandes laboratórios de IA nos Estados Unidos estão a dizer aos investidores para se prepararem para progressos que os irão "chocar", segundo a mesma revista.
De facto, os ganhos já estão a superar as expectativas: o modelo GPT-5.4 "Thinking", lançado recentemente pela OpenAI, alcançou 83,0% no benchmark GDPVal, situando-se ao nível ou acima de especialistas humanos em tarefas economicamente valiosas.
Segundo o banco Morgan Stanley, a curva só vai tornar-se mais acentuada daqui para a frente.
Entretanto, reforçando a crise energética que o país e o mundo estão a conhecer, o modelo "Intelligence Factory" da Morgan Stanley prevê um défice líquido de energia nos Estados Unidos entre 9 e 18 gigawatts até 2028, o que representa um défice de 12% a 25% da energia necessária para suportar tudo isto.

A rede elétrica dos Estados Unidos tem sido especialmente pressionada pelos centros de dados, cuja expansão rápida e exigências energéticas crescentes consomem uma parte significativa da capacidade disponível.
Os desenvolvedores não estão à espera que a rede elétrica acompanhe. Por sua vez, estão a converter operações de mineração de Bitcoin em centros de computação de alto desempenho, a ligar turbinas a gás natural e a implementar células de combustível para se manterem à frente.
A Morgan Stanley prevê, também, que a "IA Transformadora" se torne uma força deflacionária poderosa, à medida que as ferramentas de IA replicam o trabalho humano a uma fracção do custo.
O banco afirma que executivos já estão a implementar reduções massivas de pessoal devido às eficiências trazidas pela IA.
Neste cenário, a revolução está a chegar mais rápido do que quase toda a gente está preparada.
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