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A República Popular da China concedeu, pela primeira vez, autorização para a importação dos avançados semicondutores H200 da NVIDIA, concebidos especificamente para o setor da inteligência artificial (IA). Este passo permite que as gigantes tecnológicas chinesas acedam à tecnologia necessária para competir na vanguarda da poderosa tecnologia.

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NVIDIA e China fecham negócio de milhares de milhões de dólares
De acordo com informações avançadas pela Reuters, empresas como a ByteDance, a Alibaba e a Tencent receberam o aval governamental para a compra de um total que supera os 400.000 chips H200. Esta transação comercial está avaliada em cerca de 10 mil milhões de dólares, prevendo-se que outras entidades do setor privado obtenham licenças semelhantes nas próximas semanas.
A decisão de Pequim coincide com a presença de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, em território chinês. O executivo realizou a sua viagem anual por cidades como Xangai, Pequim e Shenzhen, coincidindo com as celebrações do Ano Novo Lunar. Apesar da relevância do momento, o Wall Street Journal sublinha que Huang não terá mantido reuniões oficiais com altos quadros do governo, focando-se na proximidade com as equipas locais e parceiros comerciais.
Este avanço marca a resolução de um conflito que durava há vários meses. Após os Estados Unidos terem limitado a exportação do modelo H20, a NVIDIA viu-se num impasse quando Pequim desencorajou a sua compra por motivos de segurança cibernética.
Contudo, na sequência de um encontro entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping na Coreia do Sul, Washington autorizou a exportação do muito mais potente H200. Agora, a China cumpre a sua parte ao permitir a entrada destes componentes no país.

O dilema da soberania tecnológica chinesa
Pequim enfrenta agora um equilíbrio complexo entre a urgência de munir os seus programadores de IA com as melhores ferramentas do mundo e o objetivo de longo prazo de autossuficiência tecnológica. Embora o governo tenha incentivado o uso de soluções domésticas, o setor privado chinês mantém uma forte preferência pelo ecossistema de software e hardware da NVIDIA.
O chip H200 representa um salto de desempenho considerável, sendo aproximadamente seis vezes mais rápido do que o anterior H20. Embora empresas como a Huawei já possuam produtos que rivalizam com as versões limitadas da NVIDIA, a verdade é que ainda se encontram significativamente atrás da potência do H200.
Esta disparidade tecnológica gerou uma corrida às encomendas que já ultrapassa os dois milhões de unidades, um volume que excede largamente o inventário disponível da fabricante norte-americana.
Antes desta trégua, a quota de mercado da NVIDIA na China tinha caído de forma drástica, aproximando-se de valores nulos devido às restrições mútuas. Para contornar a falta de potência, as tecnológicas chinesas recorriam ao agrupamento de múltiplos chips de menor capacidade.
Com o novo cenário, Jensen Huang deverá viajar em breve para Taiwan para coordenar com os fornecedores o aumento da produção, visando satisfazer a enorme procura acumulada no mercado chinês.
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