o “ChatGPT português” será apresentado em junho e deverá ser gratuito - Sem Enrolação

o “ChatGPT português” será apresentado em junho e deverá ser gratuito

o “ChatGPT português” será apresentado em junho e deverá ser gratuito

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Portugal prepara-se para apresentar a versão final do Amália, um modelo de inteligência artificial desenvolvido no país e pensado para reforçar a autonomia tecnológica nacional.

Ilustração de inteligência artificial de Portugal, Amália

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A conclusão do projeto está prevista para junho de 2026 e, segundo o Governo, não está prevista uma versão paga do sistema.

O Amália surge como a primeira grande tentativa de criar um modelo de linguagem de grande escala (LLM) focado na realidade portuguesa, tanto do ponto de vista linguístico como cultural.

websummit

Em 11 de novembro, na noite de abertura da Web Summit, o primeiro-ministro anunciou o lançamento, no primeiro trimestre do próximo ano, de um LLM (Large Language Model) em português. O projecto envolve o Centro para a AI Responsável, da qual Paulo Dimas é CEO, e os centros de investigação, a Nova FCT e o Instituto Superior Técnico.

Um modelo de IA criado em Portugal

O Amália foi anunciado em 2024 pelo primeiro-ministro Luís Montenegro e está a ser desenvolvido por um consórcio de centros de investigação portugueses.

Entre os principais parceiros encontram-se a NOVA School of Science and Technology, o Instituto Superior Técnico e o Center for Responsible AI, que coordenam o trabalho científico do projeto.

A iniciativa integra a estratégia nacional para a inteligência artificial e procura criar um sistema treinado especificamente para português europeu, incluindo referências culturais, históricas e sociais do país.

O investimento público estimado ronda 5,5 milhões de euros, financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Lançamento final previsto para junho de 2026

A versão base do modelo já foi desenvolvida e entregue à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), entidade que deverá supervisionar os próximos passos e a sua utilização institucional.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o sistema encontra-se numa fase avançada de desenvolvimento e deverá atingir a sua versão final em junho de 2026.

Nesta fase inicial, a versão beta tem estado limitada a centros de investigação e entidades envolvidas no consórcio, permitindo testar o modelo antes da disponibilização alargada.

Um modelo pensado para a Administração Pública

Ao contrário de serviços como o ChatGPT ou o Gemini, o Amália não está pensado, numa primeira fase, como um chatbot diretamente acessível ao público. O objetivo principal é integrar inteligência artificial em serviços digitais da Administração Pública.

Isto significa que o modelo poderá ser utilizado para apoiar sistemas governamentais, aplicações públicas ou plataformas digitais usadas por cidadãos e funcionários, em vez de existir como aplicação autónoma.

Mesmo assim, por se tratar de um projeto desenvolvido com componentes abertas, especialistas admitem que futuramente possam surgir aplicações externas baseadas nesta tecnologia.

amalia llm ia02

O modelo de linguagem português recebeu o nome Amália como homenagem a Amália Rodrigues, uma das figuras culturais mais marcantes da história de Portugal e amplamente conhecida como a “voz de Portugal”.

Suporte para texto, imagem e voz

Do ponto de vista tecnológico, o Amália foi concebido como um sistema multimodal. Isto significa que poderá lidar com linguagem natural, voz, imagens e vídeo, permitindo a criação de diferentes tipos de aplicações baseadas em inteligência artificial.

O modelo foi treinado com grandes volumes de dados digitalizados, com conhecimento estruturado até cerca de 2023, e continua a ser ajustado para melhorar a capacidade de responder a instruções e compreender pedidos humanos.

Soberania digital e língua portuguesa

Um dos principais objetivos do projeto é garantir maior soberania digital para Portugal num setor dominado por grandes empresas tecnológicas internacionais.

Ao criar um modelo treinado especificamente para o português europeu e para a realidade cultural do país, os responsáveis pretendem evitar dependência tecnológica e melhorar a qualidade das respostas em contextos locais.

O nome do projeto é também uma homenagem a Amália Rodrigues, considerada uma das maiores figuras culturais de Portugal e frequentemente chamada de “voz de Portugal”.

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