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Em apenas alguns meses, o OpenClaw conquistou o setor da IA. O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, referiu-se a ele como “sem dúvida o próximo ChatGPT” e voltou a destacá-lo durante uma palestra recente no evento GTC da empresa.

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O que torna o OpenClaw um assistente único
A grande diferença entre o OpenClaw e os modelos tradicionais, como o ChatGPT, reside na capacidade de execução. Enquanto a maioria das ferramentas de IA se limita a gerar texto ou código, o OpenClaw foi desenhado para interagir com as aplicações que o utilizador já utiliza no seu quotidiano.
Integrado em plataformas como o WhatsApp, Slack ou Telegram, este assistente pode gerir mensagens, organizar o correio eletrónico e até controlar dispositivos domésticos inteligentes.
Jensen Huang afirmou recentemente que este projeto representa "o futuro da IA". O entusiasmo é tanto que a gigante dos chips lançou a sua própria plataforma, a NemoClaw, para apoiar este ecossistema. O OpenClaw não exige hardware específico, embora muitos entusiastas optem por utilizá-lo num Mac Mini para garantir que as automações correm de forma fluida e constante.

Uma história de origem marcada pelo caos
O percurso do OpenClaw (anteriormente conhecido como Clawdbot) foi tudo menos pacífico. Criado pelo programador austríaco Peter Steinberger, o projeto tornou-se viral quase instantaneamente, atingindo mais de 60 mil stars no GitHub em tempo recorde.
Contudo, este sucesso atraiu atenções indesejadas: desde disputas de marcas registadas com a empresa Anthropic até esquemas de criptomoedas que tentaram lucrar com o nome da ferramenta.
Houve episódios caricatos, como o incidente do "Handsome Molty", em que a IA, ao tentar redesenhar a sua própria mascote (uma lagosta), gerou uma face humana perturbadora que rapidamente se tornou um meme. Apesar de toda a confusão digital e das trocas de nome forçadas, o núcleo tecnológico do OpenClaw manteve-se sólido, atraindo finalmente a confiança da OpenAI, com quem Steinberger estabeleceu uma parceria em fevereiro de 2026.

Os riscos de segurança na era dos agentes autónomos
Nem tudo são facilidades nesta nova fronteira tecnológica. Especialistas em cibersegurança alertam que, ao dar permissão a um agente para ler e-mails e executar comandos, o utilizador está a abrir uma porta que requer vigilância extrema. Se a configuração não for feita corretamente, dados sensíveis e palavras-passe podem ficar expostos a terceiros.
O maior desafio reside no facto de a IA atuar com a identidade digital do utilizador. Como o assistente continua a operar mesmo quando o humano não está presente, os sistemas de segurança tradicionais podem ter dificuldade em distinguir uma ação legítima de uma atividade maliciosa.
Por isso, a recomendação para quem deseja experimentar o OpenClaw é clara: utilize hardware dedicado e siga rigorosamente o protocolo de segurança disponibilizado pela comunidade.
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