Sam Altman acusa empresas de "AI washing" - Sem Enrolação

Sam Altman acusa empresas de “AI washing”

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À medida que o debate sobre o verdadeiro impacto da Inteligência Artificial (IA) na força de trabalho continua, o diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, acusou as empresas de “AI washing”.

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Numa tendência reforçada nos últimos anos, o setor tecnológico tem sido tema de manchete pelos despedimentos que têm alegadamente resultado da implementação da IA nos processos das empresas.

Enquanto organizações justificam a redução da força de trabalho com a IA, líderes tecnológicos de destaque, como o diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertam para uma substituição dos seres humanos nos escritórios, com a IA a eliminar potencialmente 50% dos cargos de entrada em funções administrativas.

O diretor-executivo da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, por exemplo, sugeriu que a empresa poderá reduzir a sua força de trabalho de 3000 pessoas em um terço até 2030, em parte devido à aceleração da IA.

Segundo o Relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Económico Mundial, cerca de 40% dos empregadores esperam seguir este caminho e reduzir equipas no futuro como consequência da IA.

O chamado "AI washing"

Apesar de alguns executivos sustentarem a redução da força de trabalho com a IA, um estudo publicado pelo National Bureau of Economic Research, este mês, contraria essa justificação.

A análise concluiu que entre milhares de executivos de topo inquiridos, nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália, quase 90% afirmaram que a IA não teve impacto no emprego nas empresas ao longo dos últimos três anos, após o lançamento do ChatGPT no final de 2022.

IA

Dados de um relatório recente do Yale Budget Lab sugerem que a visão sobre um deslocamento massivo de trabalhadores devido à IA não é certa e ainda não se verificou.

Baseando-se em dados do Current Population Survey, do Bureau of Labor Statistics, a investigação do Yale Budget Lab não encontrou diferenças significativas na evolução da composição das profissões nem na duração do desemprego entre trabalhadores em funções com elevada exposição à IA, desde o lançamento do ChatGPT até novembro de 2025.

Os números indicam que, até ao momento, não existem mudanças laborais relevantes relacionadas com a IA.

Neste sentido, o diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, afirmou que algumas empresas estão a praticar o chamado "AI washing" no que diz respeito aos despedimentos, atribuindo falsamente as reduções de pessoal ao impacto da tecnologia.

Não sei qual é a percentagem exata, mas há algum AI washing em que as pessoas culpam a IA por despedimentos que fariam de qualquer forma, e depois há também algum deslocamento real de empregos causado pela IA, de vários tipos.

Disse Altman, à CNBC TV18, durante o India AI Impact Summit, na quinta-feira.

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Sam Altman, cofundador e diretor-executivo da OpenAI.

Conforme explorado pela Fortune, este conceito tem ganhado força, à medida que os dados que vão surgindo sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho retratam um cenário ainda inconclusivo sobre se a IA está realmente a ocupar empregos humanos.

Aliás, segundo Martha Gimbel, diretora-executiva e cofundadora do Yale Budget Lab, à Fortune, no início deste mês, "independentemente da forma como se olha para os dados, neste momento exato não parece haver grandes efeitos macroeconómicos".

Na perspetiva da diretor-executiva, a prática de "AI washing" deve-se ao facto de algumas empresas tentarem justificar margens e receitas em queda, que resultam da dificuldade em lidar com consumidores cautelosos e tensões geopolíticas, culpando a IA.

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