
Continua após a publicidade
Os óculos inteligentes ainda não estão estabelecidos, não representando uma fonte relevante de receita para as marcas. Contudo, já há nomes a explorarem alternativas, como é o caso da Samsung, que revelou os primeiros detalhes do seu gadget com Inteligência Artificial (IA).

Continua após a publicidade
Apesar de já haver marcas, como a Meta, a ter óculos inteligentes no mercado, os utilizadores ainda estão a habituar-se ao conceito e à forma como ele se integra no dia a dia.
A interação com estas tecnologias exige tempo de adaptação, desde aprender a utilizar comandos de voz ou gestos até perceber como a câmara e os sistemas de realidade aumentada podem complementar atividades quotidianas.
Por estar ainda nesta fase de familiarização, os óculos inteligentes têm mantido um estatuto de gadget de nicho, especialmente quando comparados com outros dispositivos com os smartwatches.
A explorar este mercado está, agora, a Samsung, conforme contou à CNBC.
Óculos inteligentes da Samsung deverão chegar este ano
À margem do Mobile World Congress (MWC), o vice-presidente executivo do negócio móvel da Samsung, Jay Kim, desvendou alguns detalhes sobre os óculos inteligentes.
Pela primeira vez, contou que os óculos inteligentes terão uma câmara incorporada ao "nível dos olhos" e estarão ligados ao smartphone para que este processe a informação recebida pela câmara.

Jay Kim, vice-presidente executivo do negócio móvel da Samsung. Crédito: Samsung
Procurando desafiar a alternativa da Meta, em parceria com a Ray-Ban, cujo dispositivo domina o mercado com 82% de quota global, segundo a Counterpoint Research, a Samsung tem procurado desenvolver os seus próprios óculos inteligentes.
A marca sul-coreana tem trabalhado com a Qualcomm, uma referência no setor do hardware, e com a Google, desde 2023, com o objetivo de conceber o sistema operativo, os semicondutores e o hardware da chamada tecnologia de realidade mista, que combina realidade aumentada e virtual.
O primeiro produto a resultar desta parceria foi o headset Galaxy XR, lançado no ano passado e baseado no sistema operativo Android "XR" da Google, um termo que designa realidade virtual, mista e aumentada.

Em outubro do ano passado, a Samsung revelou, finalmente, o Galaxy XR, dando o mote para o futuro da descoberta, do entretenimento e do trabalho. Segundo Sameer Samat, President of Android Ecosystem na Google, procura "criar formas de explorar, interligar e criar", através de "uma plataforma aberta e unificada para a próxima evolução da computação". Leia mais.
Segundo o diretor-executivo da Qualcomm, Cristiano Amon, à CNBC, em 2024, os óculos inteligentes eram o objetivo final da parceria, pois as empresas consideram que eles poderão ter uma maior atratividade do que outros produtos XR: são um gadget mais pequeno e os óculos já são amplamente usados.
Segundo ele, na altura, "os headsets XR vão continuar por aí, mas não como um negócio de grande escala".
Agora, segundo Kim, citado pelo mesmo órgão de comunicação social, o "mais importante" é que a IA compreenda "para onde estás a olhar", de modo a "enviar a informação para o telemóvel, que a processa e realmente fornece muita informação".
Quando questionado sobre se os óculos terão um ecrã incorporado, Kim recusou-se a responder, mas disse que a Samsung tem outros produtos, como o smartwatch ou o smartphone, caso o utilizador precise de um ecrã.
Além disso, afirmou que o objetivo da Samsung é "ter algo para a indústria este ano", meta reforçada pelo executivo da Qualcomm, que revelou, no início deste semana, que os óculos inteligentes serão lançados este ano.
O diretor-executivo da empresa de hardware expressou estar otimista relativamente ao lançamento, pois estão "perto dos nossos olhos, perto dos nossos ouvidos, perto da nossa boca, vamos ter essas experiências e tarefas autónomas", ou seja, aplicações de IA que podem executar tarefas em nome dos utilizadores de forma independente.
Saiba mais sobre Inteligência Artificial
Publicidade






