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O recente lançamento dos modelos GPT-5.3 Codex e Claude Opus 4.6 revela uma mudança de paradigma sem precedentes na indústria da inteligência artificial (IA). A grande novidade não reside apenas na eficácia computacional, mas na capacidade destas ferramentas para intervirem no seu próprio desenvolvimento.

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A transição para o desenvolvimento assistido por IA
A indústria da IA assistiu, na última semana, a um marco histórico com a chegada simultânea do GPT-5.3 Codex, da OpenAI, e do Claude Opus 4.6, da Anthropic. Embora o aumento da velocidade e do desempenho seja notório, o aspeto mais disruptivo reside no facto de estes modelos estarem a participar ativamente na criação das suas futuras versões.
A evolução destas ferramentas permitiu que deixassem de ser meros assistentes para tarefas simples, tornando-se peças fulcrais em projetos complexos. A documentação técnica da OpenAI confirma que o GPT-5.3 Codex foi essencial na sua própria génese, sendo utilizado para depurar o treino, gerir a implementação e diagnosticar falhas em avaliações críticas.
No mesmo sentido, Dario Amodei, CEO da Anthropic, revelou recentemente que a IA já é responsável pela redação de uma fatia considerável do código da sua empresa. Segundo o executivo, este ciclo de retroalimentação - onde a geração atual acelera a criação da seguinte - ganha um ímpeto renovado a cada mês que passa.

A iminência de uma explosão de inteligência
O conceito de "explosão de inteligência" deixou de ser um cenário teórico para se tornar uma possibilidade prática. Os investigadores defendem que, à medida que cada versão ajuda a construir um sucessor mais capaz, o processo de evolução torna-se exponencial.
Amodei estima mesmo que poderemos estar a apenas um ou dois anos de um ponto de inflexão, onde a IA passará a desenvolver a geração seguinte de forma totalmente autónoma.
É importante notar que existe um fosso considerável entre os modelos gratuitos disponibilizados ao público e as ferramentas de ponta utilizadas internamente pelas tecnológicas. Em testes realizados com o 5.3-Codex, torna-se evidente que as capacidades de raciocínio e execução destas versões especializadas superam largamente o que o utilizador comum encontra nas interfaces comerciais.

O foco na programação do GPT e do Claude
A decisão de priorizar a proficiência em código não foi aleatória. Uma vez que o desenvolvimento de qualquer sistema de IA exige biliões de linhas de código, transformar a máquina numa programadora de excelência é a chave para desbloquear todas as outras capacidades.
Se o sistema domina a linguagem com que é construído, ele detém as ferramentas para gerir a sua própria evolução biológica digital.
Atualmente, estes modelos já não se limitam a escrever linhas de texto; eles tomam decisões estruturais, testam aplicações como se fossem utilizadores reais e refinam o código até que este cumpra os seus próprios padrões de qualidade.
Relatos de especialistas indicam que o sistema pode criar dezenas de milhares de linhas de código e realizar testes de funcionalidade de forma iterativa, recorrendo ao supervisor humano apenas quando o resultado final está consolidado.
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