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A China lançou um plano de ação nacional para integrar a Inteligência Artificial (IA) em todo o seu sistema de educação, numa aposta estratégica para preparar a sua força de trabalho para o futuro, numa altura em que a competição global em tecnologias avançadas é crescentemente feroz.

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De nome "AI+ Education" (em português, "IA+ Educação"), o novo plano de ação chinês determina a integração da IA em todas as etapas de ensino, desde as escolas primárias até à educação ao longo da vida.
A iniciativa, apresentada pelo Ministério da Educação e por outros quatro organismos de nível ministerial, baseia-se no plano educativo de longo prazo para o ano 2035, divulgado em janeiro do ano passado, que identificou a IA como um motor essencial da reforma educativa para responder às necessidades da economia digital e das indústrias do futuro.
Os responsáveis pela educação enquadraram o plano como uma resposta direta à intensa competição global, tendo em conta que grandes economias como os Estados Unidos, a União Europeia e Singapura lançaram programas para reforçar o investimento em educação e formação relacionadas com a IA.
Neste contexto de ampla competitividade, a iniciativa de Pequim visa elevar a literacia em IA a nível nacional como um pilar fundamental da competitividade económica futura.
Segundo os responsáveis educativos, "ao redefinir as competências necessárias para a era moderna, a IA está a forçar uma reforma sistémica e profunda da educação".

Reforma para a IA abrange todo o espetro educativo
Segundo o South China Morning Post, a construção de infraestruturas nacionais de IA é uma parte central do plano do país, divulgado na sexta-feira da semana passada.
Em vez de depender de projetos locais fragmentados, o governo central afirmou que iria consolidar plataformas de computação e redes de dados numa plataforma unificada, uma abordagem centralizada concebida para garantir eficiência.
O plano estabelece uma estratégia de integração da IA por patamares ao longo do espetro educativo, progredindo desde a literacia básica até à aplicação industrial de alto nível.
- Ao nível básico, as escolas serão obrigadas a oferecer cursos que estimulem a curiosidade e as competências de resolução de problemas.
- As universidades criarão cursos de base em IA para promover a inovação interdisciplinar.
- Os programas de formação profissional e de aprendizagem ao longo da vida irão enfatizar a "transformação inteligente" das funções tradicionais e garantir o acesso generalizado da população às oportunidades de aprendizagem em IA.
No sentido de apoiar esta transição, a China tenciona reformular a formação de professores, incorporando a literacia em IA nos requisitos de certificação e licenciamento.
Ao melhorar a competência técnica dos docentes, os responsáveis políticos pretendem dotar os professores de primeira linha das competências necessárias para salas de aula potencializadas pela IA.
O financiamento do plano será assegurado pelo orçamento central, com verbas estratégicas reservadas para os grandes projetos nacionais de apoio ao desenvolvimento de novas plataformas de educação em IA.
Os governos locais e as escolas serão igualmente orientados a investir nas reformas.
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