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A Nissan Motor planeia simplificar a sua gama global de automóveis, abandonando os modelos com fraco desempenho, e implementar a sua tecnologia de condução com Inteligência Artificial (IA) em 90% da gama a longo prazo. O objetivo passa por revitalizar-se depois de anos de turbulência.

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Numa declaração divulgada esta terça-feira, a quarta maior fabricante automóvel do Japão anunciou que irá reduzir o número de modelos de 56 para 45.
A empresa pretende atingir vendas anuais de um milhão de veículos nos Estados Unidos e na China até ao ano fiscal de 2030, e aumentar o volume de vendas anual no Japão para 550.000 automóveis até essa data.
É assim que a nossa estratégia de portfólio ganha vida, ancorada na rentabilidade e construída em torno de uma gama mais enxuta e robusta.
Disse Ivan Espinosa, diretor-executivo da Nissan, ao delinear a estratégia de longo prazo da empresa, acrescentando que esta irá igualmente alargar as opções de motorização nos seus modelos e reinvestir no crescimento.
O executivo apresentou ainda uma versão híbrida do SUV Rogue, bem como a versão elétrica do modelo Juke, da qual falámos aqui.

O diretor-executivo da Nissan, Ivan Espinosa (ao centro), apresentou a próxima geração do Rogue com outros executivos de topo, no dia 14 de abril de 2026. Crédito: Hans Greimel/Automotive News
Segundo a CNBC, a Nissan referiu que irá apresentar uma atualização sobre os progressos do plano de reestruturação delineado pelo diretor-executivo no ano passado, aquando da divulgação dos resultados financeiros anuais no próximo mês. Mais detalhes sobre a sua orientação estratégica serão divulgados ao longo do ano.
Nissan tem planos para um serviço de robotáxi já em 2026
No âmbito do plano de recuperação de Espinosa, a Nissan está a reduzir a sua presença industrial a nível mundial e a cortar 15% dos postos de trabalho.
O diretor-executivo considerou que este era o momento certo para a fabricante afinar a sua visão de longo prazo como guia de ação, ao atingir o ponto intermédio do plano de recuperação. A marca fica atrás da Toyota, Honda e Suzuki em volume de vendas, conforme a CNBC.
Assim, a Nissan afirmou que irá estabelecer as exportações como um pilar estratégico na China, enviando a sua berlina elétrica N7 para a América Latina e para a Associação de Nações do Sudeste Asiático (em inglês, ASEAN), e a sua pickup Frontier Pro para o Médio Oriente, além desses mercados.
- Versão híbrida do Nissan Rogue, apresentada pelo diretor-executivo da empresa, Ivan Espinosa. Crédito: Motor1
- Versão híbrida do Nissan Rogue, apresentada pelo diretor-executivo da empresa, Ivan Espinosa. Crédito: Motor1
A empresa pretende ainda produzir mais veículos nos Estados Unidos, aumentando a sua taxa de produção local para 80% ao longo do tempo, face aos cerca de 60% atuais, e dar uma nova vida à sua marca de luxo Infiniti através da introdução de novos modelos.
No Japão, a fabricante irá lançar uma série de automóveis compactos a partir do ano fiscal de 2028.
A par de tudo isto, o plano prevê, também, a implementação de capacidade de condução autónoma completa na sua nova carrinha Elgrand até ao final do ano fiscal de 2027. No Japão, a comercialização está prevista para este verão.

Conforme informámos anteriormente, a Nissan estabeleceu uma parceria com a Uber Technologies e a startup britânica Wayve para o desenvolvimento robotáxis, com o objetivo de lançar um programa piloto em Tóquio até ao final de 2026.
A empresa deverá publicar os resultados financeiros anuais a 13 de maio, depois de, em fevereiro, ter reduzido significativamente as suas previsões de prejuízo anual e reportado um surpreendente lucro no terceiro trimestre.
Estes dados financeiros mostram que o seu processo de recuperação pode estar efetivamente a dar-lhe força.Crédito: Motor1
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