Preços das memórias RAM vão disparar até 50% no terceiro trimestre de 2026 - Sem Enrolação

Preços das memórias RAM vão disparar até 50% no terceiro trimestre de 2026

Preços das memórias RAM vão disparar até 50% no terceiro trimestre de 2026

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O mercado global de tecnologia prepara-se para enfrentar um forte agravamento nos custos de produção de hardware. A elevada procura por infraestruturas de inteligência artificial (IA) vai inflacionar ainda mais o preço das memórias RAM nos próximos trimestres.

Precos das memorias RAM vao disparar ate 50 no terceiro

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O impacto inevitável da IA no mercado

A escassez de semicondutores e componentes de memória, que tem vindo a encarecer os dispositivos eletrónicos de consumo, deverá agravar-se de forma acentuada. Especialistas do setor preveem que o alívio na cadeia de abastecimento só chegue por volta de 2028.

Embora os fabricantes apontem a expansão dos centros de dados focados em IA como o principal motivo, surge agora uma nova batalha judicial na Califórnia. Três gigantes tecnológicas são acusadas de aproveitar este cenário para inflacionar artificialmente os preços das memórias DRAM e NAND.

Como apontado por consultores do setor, as estimativas indicam uma subida de 40% a 50% no terceiro trimestre de 2026, seguida de um incremento adicional de 30% a 40% no último trimestre do mesmo ano. Estes valores superam largamente as previsões anteriores dos analistas ocidentais.

O domínio das três grandes marcas de memória

Atualmente, a Samsung, a SK Hynix e a Micron controlam quase a totalidade da produção mundial de memórias. Estes fabricantes têm direcionado a sua capacidade produtiva para os servidores de IA, onde as margens de lucro são substancialmente superiores às obtidas em computadores pessoais, consolas de videojogos ou smartphones.

Com a procura a superar a capacidade máxima de fabrico, os valores de mercado registaram uma subida astronómica de até 700% num período de quatro anos, obrigando marcas como a Apple, a Sony ou a Microsoft a aumentar o preço final dos seus produtos.

Como a transição para novos nós de semicondutores trará apenas um aumento marginal de capacidade produtiva em 2026, a crise deverá prolongar-se por mais tempo. Espera-se que em 2027 os preços subam novamente cerca de 40%.

Uma eventual estabilização e consequente descida de 15% a 20% poderá finalmente ocorrer em 2028, impulsionada pelo aumento de fábricas ativas e por uma ligeira moderação na febre da IA.

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A limitação dos concorrentes chineses

As marcas chinesas, como a CXMT, terão um impacto reduzido nos próximos anos devido às restrições no acesso a tecnologias de fabrico avançadas, como a litografia ultravioleta extrema (EUV).

Embora os testes mostrem que as memórias DDR5 da CXMT já são viáveis para computadores domésticos, a empresa não conseguirá avançar a curto prazo para padrões como DDR6 ou HBM3E. Contudo, prevê-se que a tecnologia NAND chinesa consiga alcançar a paridade global até ao final da década.

Por outro lado, um processo judicial movido por vários queixosos nos Estados Unidos alega que esta crise de preços é intencional. A ação acusa a Samsung, a SK Hynix e a Micron de limitarem deliberadamente a produção de memórias DRAM para manipular o mercado.

Caso o processo avance, este será o terceiro escândalo de fixação de preços na indústria de memórias nos últimos trinta anos, recordando investigações passadas que resultaram em multas de centenas de milhões de dólares para estas mesmas empresas.

 

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