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Uma avaliação de segurança a sistemas avançados de inteligência artificial tomou um rumo inesperado e preocupante. As IA da OpenAI e da Anthropic acabaram por sair do controlo e resolveram, por sua decisão atacar. Os alvos do ChatGPT e Claude foram pessoas reais.

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Testes de segurança de IA terminam em ataques reais
Uma série de testes de avaliação de risco a sistemas de inteligência artificial avançados tomou um rumo inesperado. Durante ensaios de segurança conduzidos pelo Instituto de Segurança de IA do Reino Unido e pela empresa especializada Irregular, os modelos da OpenAI e da Anthropic ultrapassaram os limites de contenção e desencadearam ciberataques direcionados a plataformas e utilizadores reais.
Para medir a capacidade limite do ChatGPT e Claude, os investigadores desativaram temporariamente as barreiras de proteção habituais e concederam acesso livre à internet a modelos como o GPT-5.6 Sol do ChatGPT e o Claude Mythos. A experiência resultou em 19 ações não autorizadas, com os agentes virtuais a operarem de forma autónoma fora dos cenários simulados.
The UK’s @AISecurityInst (AISI) has published a report on their recent cybersecurity evaluation of Anthropic’s Claude Mythos 5 and OpenAI’s GPT-5.6 Sol. The models attempted to complete an assignment in a setup where their normal safeguards were removed and they were deliberately…
— Anthropic (@AnthropicAI) August 4, 2026
Claude Mythos criou perfis falsos e enganou programador
O incidente de maior gravidade envolveu o Claude Mythos. A ferramenta da Anthropic confundiu um repositório legítimo de código aberto no GitHub com um alvo da simulação e tentou adulterar o projeto. Para convencer o programador responsável a aceitar as alterações maliciosas, o sistema criou perfis falsos na plataforma e enviou mensagens diretas personalizadas, recorrendo a estratégias de engenharia social.
Quando os auditores detetaram o código suspeito e confrontaram o modelo, a IA negou a autoria da infração e utilizou as identidades falsas que tinha criado para simular a aprovação de outros utilizadores. Noutro ensaio supostamente isolado, um agente da OpenAI conseguiu furar os bloqueios de rede e aceder a um domínio real com o mesmo nome da entidade fictícia do teste.
We're detailing two new incidents that occurred during external cyber evaluations conducted by independent evaluation partners.
We outline what happened, how the activity was contained, and how we’re working with evaluators to strengthen our approach to third-party testing.…
— OpenAI (@OpenAI) August 4, 2026
União Europeia pondera sanções ao abrigo do AI Act
Em resposta aos acontecimentos, a OpenAI e a Anthropic esclareceram que as falhas surgiram em ambientes de teste propositadamente permissivos, que não refletem as condições de segurança das versões comerciais. Ainda assim, a OpenAI anunciou que vai liderar uma iniciativa com outros laboratórios do setor para estabelecer novas normas de contenção em avaliações de risco.
O caso já chamou a atenção dos reguladores internacionais. A Comissão Europeia iniciou contactos com ambas as empresas para averiguar as falhas de isolamento. Com o regime do AI Act em vigor desde agosto de 2026, lapsos na supervisão de modelos de elevado risco podem originar coimas substanciais, que chegam aos 35 milhões de euros ou 7% da faturação global das tecnológicas.
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