Meta permitiu anúncios com imagens de abuso infantil geradas por IA - Sem Enrolação

Meta permitiu anúncios com imagens de abuso infantil geradas por IA

Meta permitiu anúncios com imagens de abuso infantil geradas por IA

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A Meta enfrenta uma nova polémica após a revelação de que as suas plataformas publicitaram dezenas de anúncios que continham material de abuso sexual infantil gerado por inteligência artificial (IA).

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Falhas graves na moderação de anúncios

Um relatório recente divulgado pela Wired revelou que a empresa liderada por Mark Zuckerberg alojou e promoveu dezenas de campanhas publicitárias pagas com conteúdos altamente sensíveis e ilegais.

Estes anúncios, que recorreram a ferramentas de IA para criar imagens impróprias de menores, alcançaram milhares de utilizadores no Facebook, Instagram, Threads e Messenger antes de serem finalmente removidos pelas equipas de segurança da plataforma.

As publicações foram detetadas por investigadores do Tech Transparency Project (TTP) através da própria biblioteca de anúncios da Meta, uma ferramenta pública que serve para dar transparência ao ecossistema publicitário da empresa.

Segundo os dados recolhidos, estas campanhas estiveram ativas entre novembro de 2025 e agosto de 2026, sendo que muitas delas continham links diretos para aplicações concebidas para "despir" pessoas digitalmente através de algoritmos de IA.

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Sistemas automatizados sob escrutínio

A diretora do TTP, Katie Paul, criticou duramente a postura da tecnológica, e sublinhou que estas imagens não foram partilhadas de forma orgânica por terceiros, mas sim submetidas, aprovadas e monetizadas pelo próprio sistema publicitário da Meta.

O processo de revisão, que deveria filtrar este tipo de atrocidades, falhou repetidamente enquanto a empresa continuava a arrecadar receitas publicitárias.

Embora as políticas oficiais da Meta proíbam expressamente qualquer tipo de exploração infantil e prevejam a denúncia imediata de casos ao National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), a dependência excessiva de filtros automáticos parece ter facilitado a passagem destes conteúdos.

A empresa defendeu-se afirmando que a maioria destes anúncios teve um alcance residual e que foram desativados, destacando ainda que as campanhas em causa são anteriores à implementação de novas tecnologias de deteção que ajudam a bloquear conteúdos abusivos.

 

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