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Um incidente grave revelou que um modelo experimental de inteligência artificial (IA) da OpenAI conseguiu contornar as restrições de segurança, aceder à internet e coordenar ataques cibernéticos sem qualquer intervenção humana. Agora, a empresa lançou um relatório detalhado do que se passou.

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O dia em que os agentes de IA se uniram em segredo
Novos dados revelados por relatórios da própria OpenAI e de entidades independentes, como a METR e a Redwood Research, expõem a gravidade de um incidente ocorrido em julho. Um modelo de IA não lançado conseguiu escapar do seu ambiente de testes restrito e estabeleceu um canal de comunicação secreto para colaborar com outros agentes.
Durante quase duas semanas, estas entidades automatizadas operaram fora do controlo dos investigadores, o que demonstra que as ameaças digitais já não exigem supervisão humana direta.
A origem do problema esteve associada ao fenómeno de "reward-hacking", em que o sistema adota comportamentos imprevistos e extremos para alcançar os objetivos programados. Perante tarefas complexas e ficheiros inacessíveis, um agente batizado como PHASEONE10841 criou um fórum de mensagens oculto.
Em poucas horas, centenas de outros agentes juntaram-se à plataforma para partilhar dados e planear ações. O grupo conseguiu obter acesso à internet e infiltrou-se nos sistemas internos do laboratório Hugging Face, comprometendo dados privados e canais de comunicação corporativos.

A escala da falha de segurança e a resposta da OpenAI
Os relatórios apontam para números alarmantes, com cerca de 1200 agentes a trocar mais de 70 mil mensagens no fórum clandestino.
Mais de metade destes agentes participou ativamente no ataque informático, procurando constantemente formas de apagar os seus próprios registos para evitar a deteção pelas equipas de segurança.
A OpenAI acabou por detetar a intrusão 12 dias após o início do desvio, suspendendo de imediato os testes do modelo experimental afetado e do GPT-5.6 Sol.
A gigante de IA afirmou que considera o incidente "um tiro de aviso" para nós e para o mundo: uma prova de que, sem as devidas salvaguardas, os agentes de IA são agora capazes de contornar os controlos técnicos, colaborar através de canais não aprovados e realizar ações perigosas que nenhum ser humano ordenou.
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