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A IA tornou-se uma presença constante dos estudantes, oferecendo respostas imediatas a problemas complexos. Contudo, esta facilidade começou a levantar preocupações pedagógicas em vários países europeus. O governo da Noruega decidiu avançar com uma posição firme e estabeleceu diretrizes rigorosas para travar a utilização precoce destas ferramentas no ensino e nas escolas.

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A nova estratégia educativa entra em vigor já no ano letivo de 2026/2027 e pretende redefinir completamente a relação dos alunos com os sistemas generativos. Em vez de integrar a tecnologia sem restrições, o executivo norueguês optou por traçar uma linha divisória muito clara baseada na maturidade e na faixa etária das crianças.
O bloqueio total da IA nas idades mais jovens
Para os alunos dos seis aos 13 anos, a orientação governamental é inequívoca e estabelece a proibição prática do recurso à inteligência artificial generativa nos trabalhos escolares. A prioridade absoluta desta fase centra-se na consolidação da leitura, da escrita, do cálculo mental e do desenvolvimento do pensamento crítico individual sem atalhos digitais automáticos.
As autoridades educativas alertam que o recurso prematuro a chatbots inteligentes impede a interiorização de competências fundamentais para o desenvolvimento cognitivo. Se uma criança recorre a uma máquina para obter resumos ou resolver problemas antes de dominar esses processos básicos de raciocínio, perde etapas indispensáveis da sua evolução intelectual e pedagógica.

Regresso a livros físicos e supervisão apertada
A partir dos 14 e até aos 16 anos, o cenário ganha maior flexibilidade, permitindo uma introdução gradual da tecnologia sob a supervisão direta e obrigatória dos professores. Estes docentes recebem formação específica para orientar o uso responsável das plataformas, com exceções pontuais desenhadas para alunos com necessidades educativas especiais ou no apoio à aprendizagem de idiomas.
Esta decisão pioneira insere-se num plano estrutural muito mais abrangente que pretende combater o retrocesso das capacidades básicas dos estudantes e a dependência excessiva dos ecrãs. O plano do executivo norueguês aposta em força no regresso dos manuais em papel e na redução do tempo de exposição digital no contexto de sala de aula.
Com esta abordagem, a Noruega torna-se o primeiro país a colocar barreiras estruturadas à tecnologia generativa no ensino. A meta não passa por rejeitar o futuro tecnológico, mas sim por garantir que os alunos aprendem primeiro a pensar de forma autónoma antes de começarem a delegar tarefas às máquinas.
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