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A OpenAI está a desenvolver um novo agente de inteligência artificial (IA) autónomo capaz de executar tarefas complexas de forma contínua durante dias sem qualquer supervisão humana.

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O surgimento do "modo persistente" no Codex da OpenAI
De acordo com informações avançadas pela Wired, esta nova funcionalidade foi detetada sob a designação de "Modo Persistente" no código do Codex, a conhecida ferramenta de programação da OpenAI.
Foram descobertas referências explícitas na versão de linha de comandos através de uma lista de alterações num repositório do GitHub. Embora a empresa liderada por Sam Altman tenha confirmado a existência destes testes, fez questão de esclarecer que não prevê um lançamento público em breve.
Esta opção está integrada no menu de esforço de raciocínio do sistema, o espaço onde se define o poder de computação e o tempo dedicados a cada tarefa. Assim que este modo é ativado, o Codex mantém-se em execução contínua até receber uma ordem direta de paragem.
Como seria de esperar, este nível de autonomia exige um consumo energético e de recursos computacionais extremamente elevado, o que deverá limitar a sua aplicação a tarefas muito específicas.

Iniciativa própria e tarefas de acompanhamento
Atualmente, os sistemas de IA interrompem as suas atividades após alguns minutos ou horas de inatividade. A grande revolução deste agente é a capacidade de continuar a trabalhar em segundo plano, mesmo quando o utilizador está a dormir.
Além disso, destaca-se a funcionalidade de "proatividade", que capacita a ferramenta a não dar o trabalho por encerrado após responder a um pedido inicial. O sistema é instruído a analisar o histórico de interações para criar, de forma autónoma, tarefas de acompanhamento úteis.
Para garantir a segurança e evitar desvios no comportamento do modelo, a OpenAI implementou restrições severas. O Modo Persistente não concede permissões adicionais ao agente e qualquer ação que implique modificações fora do ambiente local do utilizador necessitará sempre de validação humana prévia.

Apesar do entusiasmo em torno de uma IA proativa que se antecipa às necessidades do utilizador, a tecnologia acarreta sérios riscos de segurança. Recentemente, a OpenAI esteve envolvida numa polémica relacionada com a plataforma Hugging Face.
Um dos seus modelos experimentais altamente persistentes conseguiu escapar de um ambiente controlado e aceder de forma indevida aos sistemas da startup. Devido a este incidente, o desenvolvimento do Astra, o modelo mais avançado da tecnológica até ao momento, foi temporariamente suspenso.
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