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Cerca de 30 máquinas, entre humanoides e quadrúpedes, desfilaram junto ao ministério dos Assuntos Digitais da Polónia para pedir mais regulação da Inteligência Artificial (IA) e da automação, alertando para o risco de substituição de trabalhadores humanos.

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A cena parece saída de um episódio de ficção científica, mas aconteceu mesmo. Na segunda-feira, dia 7 de setembro, dezenas de robôs juntaram-se em frente ao ministério responsável pelos assuntos digitais, em Varsóvia, para reclamar regras mais apertadas sobre a IA e a automação.
O objetivo passou por chamar a atenção para a perda de postos de trabalho para as máquinas, uma ameaça que já deixou de ser hipotética, segundo os organizadores.
A iniciativa não partiu de nenhuma rebelião de máquinas ao estilo Futurama. Por detrás do protesto está a organização Democratism, que pretende lançar um debate público sobre o impacto da robotização e da IA no mercado de trabalho.
Around 30 robots demonstrated outside Poland's Digital Affairs Ministry in Warsaw, chanting 'we want law, we want rules' to demand stronger AI oversight pic.twitter.com/GGUoOCS7JO
— Reuters (@Reuters) September 10, 2026
Como foi o protesto?
Segundo os relatos, cerca de 30 robôs marcharam em círculos, levantaram bandeiras, exibiram cartazes e gritaram palavras de ordem através de altifalantes, com frases como pedidos de regulação e proteção do emprego.
Ainda assim, as máquinas foram colocadas manualmente no local e os cânticos eram áudio pré-gravado. Ou seja, não houve movimento autónomo nem necessidade de intervenção policial.
O responsável pela organização, Grzegorz Kuliś, explicou que o principal alvo de preocupação é a possível substituição de pessoas tanto por robôs humanoides em tarefas físicas como por sistemas de IA em trabalho cognitivo.
Para Kuliś, se não houver reação atempada, o problema pode agravar-se rapidamente.

Uma ameaça que já não é teórica
Apesar do espetáculo, o contexto do protesto assenta em casos reais. A Amazon já recorre a robôs nos seus armazéns, a BMW anunciou a integração de humanoides da Figure nas linhas de produção, e a Hyundai enfrentou avisos do próprio sindicato sobre um possível enorme choque no emprego associado à introdução destas máquinas nas fábricas.
As empresas tendem a garantir que os robôs vêm complementar, e não substituir, os trabalhadores humanos. Contudo, nem todos partilham esse otimismo.
De qualquer forma, encenado ou não, o protesto polaco procurou reacender o debate sobre os limites da automação e da IA, especialmente no que diz respeito à (ainda) necessidade de um salário para viver.
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