Investigador deixa a Anthropic e alerta: IA “pode matar-nos a todos até ao fim da década” - Sem Enrolação

Investigador deixa a Anthropic e alerta: IA “pode matar-nos a todos até ao fim da década”

Investigador deixa a Anthropic e alerta: IA “pode matar-nos a todos até ao fim da década”

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Jacob Coxon, que também trabalhou na OpenAI, abandonou a Anthropic e acusa as duas empresas de avançarem para a superinteligência sem segurança suficiente.

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Uma saída acompanhada de críticas

Jacob Coxon anunciou a sua demissão da Anthropic a 8 de setembro, depois de três anos dedicados à investigação de pré-treino na empresa e na OpenAI.

O investigador critica a corrida para desenvolver sistemas capazes de melhorar as próprias capacidades, considerando que nenhuma das duas empresas está a agir de forma responsável. Na sua avaliação, a competição está a sobrepor-se às precauções necessárias.

Coxon afirma ainda que existe uma diferença entre o discurso público de alguns responsáveis e os receios que estes expressam em privado sobre as consequências da tecnologia.

Imagem investigador da Anthropic Jacob Coxon

O aviso sobre o fim da década

Segundo informações, Coxon escreveu que as pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que esta "pode matar-nos a todos até ao fim da década".

A declaração descreve os receios que o investigador atribui a profissionais do setor. Não demonstra que esse desfecho vá acontecer nem estabelece uma previsão científica consensual.

Evan Hubinger, responsável pela área de Alignment Science da Anthropic, também se pronunciou. Segundo a mesma fonte, atribuiu pessoalmente uma probabilidade superior a 10% de a IA matar todos os seres humanos na próxima década. Apesar de considerar que a Anthropic está a fazer o seu melhor, reconheceu que ainda não existe um plano que resolva o alinhamento de uma superinteligência.

Os dois horizontes temporais são diferentes. Coxon refere-se ao fim desta década, enquanto Hubinger fala nos dez anos seguintes.

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O problema de manter a IA sob controlo

O alinhamento procura garantir que os sistemas atuam de acordo com as intenções humanas. O desafio torna-se mais exigente quando conseguem executar tarefas de forma autónoma, planear a longo prazo e utilizar ferramentas externas.

No seu plano oficial de segurança, a Anthropic prevê avaliações do comportamento dos modelos, monitorização de utilizações internas sensíveis e testes destinados a detetar ações perigosas. Estas medidas representam o programa de segurança da empresa, não uma resposta específica à demissão de Coxon.

O que diz a avaliação científica?

O International AI Safety Report 2026, publicado em fevereiro, reconhece que os especialistas divergem bastante sobre a probabilidade de uma perda de controlo da IA.

O relatório explica que estes cenários exigiriam capacidades como contornar a supervisão, executar planos prolongados e resistir a tentativas de desligamento. À data da avaliação, os sistemas mostravam sinais iniciais de algumas dessas capacidades, mas não ao nível necessário para provocar os cenários de perda de controlo analisados.

O aviso de Coxon reforça, assim, um debate real sobre segurança, mas o prazo até ao fim da década deve ser entendido como uma preocupação atribuída ao investigador, e não como uma conclusão estabelecida pela ciência.

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