"IA pode matar-nos a todos": ex-investigador da Google DeepMind junta-se à onda de alertas - Sem Enrolação

“IA pode matar-nos a todos”: ex-investigador da Google DeepMind junta-se à onda de alertas

IA pode matar nos a todos ex investigador da Google DeepMind junta se

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Chama-se Bilal Chughtai e trabalhou em investigação sobre segurança e alinhamento de Inteligência Artificial (IA) na Google DeepMind até julho, altura em que deixou a empresa. Agora, alerta que a tecnologia pode representar um risco existencial para a humanidade, defendendo que o tempo para evitar esse cenário pode estar a esgotar-se.

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A onda de alertas vindos de dentro das grandes empresas de IA não para de crescer. Depois de Jacob Coxon ter anunciado a sua saída da Anthropic na semana passada, citando preocupações com a corrida rumo à superinteligência artificial, foi a vez de um investigador ligado à Google DeepMind.

Engenheiro de investigação que trabalhou em segurança e alinhamento de AGI (em português, Inteligência Artificial Geral) na DeepMind, Bilal Chughtai confirmou através das redes sociais ter deixado a empresa em julho de 2026.

Durante a sua passagem pela Google DeepMind, foi também coautor de artigos de investigação. Esta semana, tornou públicas as suas preocupações através das redes sociais.

O que disse Chughtai

Segundo Chughtai, a experiência que acumulou na Google DeepMind levou-o a concluir que os riscos associados ao desenvolvimento de sistemas de IA avançados podem ser muito graves.

O investigador afirmou acreditar que a IA tem potencial para nos matar a todos e que talvez já estejamos a ficar sem tempo para evitar esse desfecho.

Apesar do tom sombrio do aviso, Chughtai não se limitou a alertar, defendendo que ainda é possível desenvolver IA de forma segura. Contudo, isso exige coordenação entre as empresas, por forma a travar aquilo que descreve como uma corrida "maníaca" entre laboratórios de IA.

Na sua visão, o desenvolvimento da tecnologia deveria avançar a um ritmo que dê à sociedade tempo suficiente para enfrentar os riscos que estão a surgir.

Questionada sobre o caso, a Google não respondeu ao pedido de comentários feito pela Reuters.

Bilal Chughtai, ex-trabalhador da Google DeepMind.

Bilal Chughtai, ex-trabalhador da Google DeepMind.

Um debate que já envolve as grandes figuras da IA

O aviso de Chughtai surge na sequência de vários outros. Na Anthropic, o investigador Jacob Coxon abandonou a empresa depois de expressar preocupações sobre a corrida para desenvolver sistemas de IA cada vez mais avançados.

Conforme informámos, Coxon disse que algumas das pessoas que desenvolvem IA acreditam que a tecnologia poderá "matar-nos a todos até ao fim da década".

O investigador da Anthropic Evan Hubinger manifestou posteriormente preocupações semelhantes, estimando em mais de 10% a probabilidade de a IA poder matar toda a humanidade na próxima década.

O tema ganhou ainda mais força nos últimos dias, depois de o diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defender publicamente um abrandamento no ritmo de desenvolvimento dos sistemas de IA mais avançados.

O pedido recebeu o apoio de dois concorrentes diretos, Elon Musk, da xAI, e Sam Altman, da OpenAI, numa convergência pouco habitual entre líderes de empresas que normalmente competem entre si.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump rejeitou os apelos da indústria a uma maior regulação, classificando-os como uma "farsa" e defendendo que o país não deve abrandar o desenvolvimento da IA.

 

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