
Continua após a publicidade
A Meta lançou esta semana o Muse, o seu novo agente pessoal de Inteligência Artificial (IA), apresentando-o como um primeiro passo rumo àquilo que Mark Zuckerberg e a empresa descrevem como “superinteligência pessoal”. Entenda o que a dona do Facebook e Instagram pretende com esta novidade!

Continua após a publicidade
O Muse chegou esta semana aos Estados Unidos, com aplicações para iOS e Android, acesso através do site muse.ai e integração direta no WhatsApp. A Meta apresenta-o como um passo em direção àquilo que descreve como "superinteligência pessoal".
A principal diferença em relação a um chatbot tradicional está na autonomia. Em vez de esperar por uma instrução para cada etapa, o Muse pode receber um objetivo, elaborar um plano e executar várias ações para o concretizar.
O agente pode, por exemplo, pesquisar opções de viagem, preencher formulários, enviar e-mails ou fazer compras. Também pode continuar a trabalhar em segundo plano depois de a aplicação ser fechada e pedir autorização quando chega a uma ação que exige intervenção do utilizador.
Segundo a Meta, o Muse é alimentado pelo Muse Spark, sendo a versão 1.3 a mais recente utilizada na arquitetura apresentada pela Meta.
A empresa diz que o modelo foi desenvolvido especificamente para tarefas agênticas, incluindo a utilização de navegadores e a interação com serviços externos.
Não fosse isto suficiente, o Muse ainda pode guardar informações relevantes sobre o utilizador e utilizá-las em tarefas futuras. Exemplificando, a Meta indicou a possibilidade de transformar uma receita numa lista de compras, tendo em conta preferências ou restrições previamente indicadas.
Segurança no centro do sistema, segundo a Meta, com o Sentinel
Dar a um agente acesso ao e-mail, calendário, contas online e pagamentos cria riscos que não existem num chatbot convencional. Neste sentido, a Meta diz ter desenhado o Muse para limitar esses riscos, embora reconheça que o agente continuará a cometer erros.
Cada utilizador tem uma Muse Secure VM, uma máquina virtual isolada onde ficam os dados e as credenciais dos serviços ligados ao agente. O modelo que executa as tarefas não tem acesso direto às palavras-passe ou aos tokens.
O controlo das ações passa pelo Sentinel, um sistema separado que funciona como autoridade de permissões, decidindo se uma determinada ação externa pode ser executada e controlando o tráfego de saída da rede. Algumas ações ainda exigem a aprovação do utilizador.
A arquitetura procura reduzir o impacto da chamada tríade letal (em inglês, lethal trifecta) da prompt injection, que combina acesso a dados privados, exposição a conteúdo não confiável e capacidade para executar ações no exterior.
A Meta diz combater este problema através do treino do modelo, classificadores de segurança e limitações impostas ao ambiente onde o agente funciona.
A empresa abriu também um programa de recompensas por falhas de segurança, com prémios de até 300 mil dólares para vulnerabilidades válidas.
A proteção será reforçada com uma futura Confidential VM, por via da qual a Meta pretende cifrar a máquina virtual de forma a que a chave fique sob controlo do utilizador, impedindo tecnicamente o acesso da própria empresa aos dados armazenados nesse ambiente. Esta versão está prevista para este ano.
Compras com aprovação do utilizador
O Muse também pode tratar de compras. A integração inicial é feita através do Link, da Stripe, e utiliza números de cartão de utilização única, para que o agente não tenha acesso aos dados reais do cartão.
A Meta afirma que o Muse é o primeiro agente de IA abrangido pelas proteções de compra do Link. O utilizador continua a ter de aprovar a compra antes de esta ser concluída.
Uma nova corrida pelos agentes de IA
A Meta não está sozinha nesta corrida, com a Google a ter o Gemini Spark, a Anthropic a ter o Claude Cowork e várias startups a desenvolverem agentes capazes de executar tarefas em nome dos utilizadores.
Para a Meta, a vantagem do seu Muse está, em parte, na distribuição, uma vez que chega integrado num ecossistema que inclui WhatsApp, Instagram e outros serviços da empresa amplamente utilizados, o que pode facilitar a sua adoção.
De qualquer forma, a Meta reforça que o Muse não foi concebido como um sistema infalível, mas como um agente capaz de agir autonomamente dentro de várias camadas de proteção.
Saiba mais sobre Inteligência Artificial
Publicidade






