A Netflix pode iniciar uma nova rodada de demissões nos próximos dias. A informação foi publicada em 9 de outubro pelo jornalista Matthew Belloni, do Puck, com base em fontes próximas ao assunto. O possível ajuste atingiria uma parcela significativa da equipe mundial da companhia. Procurada pelo veículo, a plataforma recusou comentar, deixando em aberto o alcance, o calendário e as áreas envolvidas na reestruturação. 

Quantos funcionários poderiam perder o emprego?

Segundo a reportagem original do Puck, a Netflix teria atualmente cerca de 17 mil funcionários. Uma redução de 5% representaria aproximadamente 850 postos de trabalho.

Já o relatório anual de 2025 informa que a companhia encerrou aquele ano com aproximadamente 16 mil empregados em tempo integral. Aplicado a essa base, o mesmo percentual corresponderia a cerca de 800 pessoas.

A diferença entre as estimativas decorre da quantidade de trabalhadores considerada em cada cálculo. Nenhum dos números representa, até agora, um total de demissões confirmado pela empresa.

O anúncio poderia ocorrer já na semana de 12 de outubro, conforme as fontes do Puck. A reportagem disponível não detalha quais países ou departamentos seriam afetados, nem apresenta as condições de desligamento.

Crescimento e audiência aumentam a pressão

O possível corte aparece em um momento de cobrança sobre o desempenho da plataforma. O Puck associa a preparação das demissões à pressão provocada pelo enfraquecimento do engajamento e pelo desempenho das ações.

No fim de setembro, o copresidente executivo Ted Sarandos reconheceu que a Netflix não crescia na velocidade desejada. Segundo a cobertura do Infobae, o executivo afirmou que a companhia trabalhava para acelerar sua expansão.

A disputa também envolve o tempo disponível dos espectadores. A Netflix enfrenta um mercado de streaming cada vez mais competitivo, enquanto o YouTube amplia sua participação na audiência e nos investimentos publicitários.

Para diversificar suas receitas, a empresa vem investindo em publicidade, programação ao vivo e jogos. Essas iniciativas ampliam suas frentes de atuação, mas também exigem decisões sobre onde concentrar recursos e equipes. 

A empresa já passou por outros ajustes

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A última grande rodada de demissões ocorreu em 2022, quando a Netflix eliminou centenas de empregos após enfrentar desaceleração e perda de assinantes.

Mais recentemente, em fevereiro de 2026, a empresa dispensou dezenas de integrantes da equipe global de produto, segundo informações do Deadline reproduzidas pelo Infobae. O movimento ocorreu após Elizabeth Stone assumir a liderança conjunta de produto e tecnologia. 

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Ao mesmo tempo, a companhia divulgou resultados de seus investimentos em conteúdo. Segundo um balanço oficial da Netflix, as duas partes de Cem Anos de Solidão contribuíram com mais de 525 bilhões de pesos colombianos para a economia do país. O cálculo inclui gastos diretos e efeitos na cadeia de fornecedores. 

A segunda parte empregou mais de 850 pessoas entre elenco e equipe técnica, além de contratar mais de 970 fornecedores. Esses empregos ligados à produção são distintos dos postos da estrutura global mencionados no possível corte.

Por enquanto, permanecem indefinidos os detalhes da reestruturação. A confirmação da Netflix será necessária para saber quantas pessoas serão afetadas e como o ajuste se encaixará nos próximos investimentos da plataforma.

 

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