
Continua após a publicidade
O Governo acaba de apresentar oficialmente o Amália, o primeiro grande modelo de linguagem (em inglês, LLM) desenvolvido em Portugal e pensado especificamente para os portugueses, de olho na Europa. O projeto pretende colocar o país na linha da frente da Inteligência Artificial (IA), disponibilizando um modelo adaptado à realidade nacional e reduzindo a dependência de soluções estrangeiras.

Continua após a publicidade
O Instituto Superior Técnico, em Lisboa, foi palco, há minutos, da apresentação do aguardado projeto português, de nome Amália, descrito como "arrojado" por Luís Montenegro.
Num discurso marcado pela ambição de ir mais longe em matéria de inovação, o primeiro-ministro deu a conhecer os principais detalhes daquele que é considerado um dos maiores projetos portugueses na área da IA.
O Amália é o resultado de um consórcio que reúne universidades, centros de investigação e entidades públicas, tendo sido desenvolvido com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Não haverá desenvolvimento económico, não haverá coesão social, se nós, no contexto europeu, não formos capazes de estar na linha da frente das grandes evoluções, das grandes transformações.
Disse Luís Montenegro, alertando que devemos ser os "promotores do avanço", em vez de apenas reagir, aproveitando o imenso potencial do país.

Um modelo à medida de Portugal
Embora existam vários modelos de linguagem de grande dimensão, como os desenvolvidos pela OpenAI, Google ou Meta, o Amália distingue-se por ter sido concebido para compreender e gerar português europeu com maior precisão, refletindo também a cultura, a legislação e o contexto social do país.
O objetivo passa por criar uma infraestrutura nacional de IA que possa ser utilizada primeiramente pela Administração Pública, mas também por universidades, empresas e centros de investigação, servindo de base ao desenvolvimento de novas aplicações e serviços.
Nós estamos dependentes [do estrangeiro] e aqui estamos a dar um pequeno passo para colmatar essa dependência.
Disse Luís Montenegro, ressalvando que, embora seja um pequeno passo, está à medida do que está a ser feito noutros países da Europa, como a Alemanha e França.
Uma aposta na soberania tecnológica
O projeto foi anunciado em 2024 como uma iniciativa estratégica para reforçar a capacidade tecnológica nacional numa área cada vez mais dominada por grandes empresas internacionais.
Além de promover a investigação e a inovação em IA, o Amália pretende garantir que Portugal dispõe de um modelo desenvolvido com dados relevantes para a sua realidade linguística e institucional.
Já perto do fim da sessão, o primeiro-ministro assegurou que "vamos continuar a investir muito neste projeto".
Veja a apresentação na íntegra aqui:
Saiba mais sobre Inteligência Artificial
Publicidade






