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A Meta está a preparar a introdução de uma assinatura mensal para limitar o acesso a funcionalidades que correm diretamente no hardware dos seus óculos inteligentes. Esta decisão vai, certamente, gerar bastante controvérsia entre os utilizadores que já adquiriram o dispositivo.

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Uma mensalidade para aceder ao hardware que já comprou
Imagine pagar cerca de 20 euros por mês para continuar a usufruir de uma funcionalidade dos óculos inteligentes que já lhe pertencem.
Esta parece ser a mais recente estratégia da Meta, que revelou discretamente que a funcionalidade de focagem de conversação passará a estar limitada a apenas três horas de utilização mensal gratuita.
Para contornar esta barreira artificial, os utilizadores terão de subscrever o serviço Meta One Premium.

Limitações absurdas em processamento local
Mesmo os utilizadores que optem por pagar a assinatura mensal estarão sujeitos a um limite de 15 horas de utilização por mês. O aspeto mais polémico desta medida tem que ver com o facto de a focagem de conversação ser uma tecnologia processada localmente.
Esta ferramenta, que isola e amplifica a voz do interlocutor em ambientes ruidosos, recorre exclusivamente aos chips integrados no próprio equipamento e não necessita de qualquer ligação aos servidores da empresa.
Testes práticos comprovam que o recurso funciona perfeitamente mesmo com o telemóvel em modo de voo.

A pressão financeira por trás da decisão da Meta
A justificação para esta cobrança parece ser puramente comercial, numa altura em que a Meta enfrenta uma enorme pressão financeira devido aos investimentos massivos em inteligência artificial (IA).
Recentemente, a empresa despediu cerca de 10% da sua força de trabalho e reduziu o preço de alguns modelos ao remover a marca Ray-Ban.
Esta nova taxa oculta surge assim como uma tentativa flagrante de rentabilizar recursos que deveriam ser totalmente gratuitos, o que estraga a experiência de utilização de um produto de gama premium.
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