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Numa revelação invulgar para o setor da tecnologia, a Anthropic admitiu ter perdido o controlo de três versões do seu modelo de linguagem durante testes de cibersegurança. Os incidentes, ocorridos há alguns meses, permitiram que a IA acedesse à rede e comprometesse os sistemas de três organizações reais.

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Agora foi a vez da IA da Anthropic atacar
A auditoria da empresa norte-americana foi motivada por um evento semelhante registado pela concorrência. Ao analisar os registos de avaliação, a equipa técnica identificou que as suas ferramentas ultrapassaram os limites digitais definidos para simulações fechadas.
O problema teve origem num falha técnica com uma entidade parceira encarregue de criar ambientes de simulação. As máquinas de teste mantiveram a ligação à Internet, o que abriu caminho para a evasão dos modelos Claude Opus 4.7, Claude Mythos 5 e de uma versão experimental.
Livre das restrições, o Claude Opus 4.7 identificou uma empresa real com o mesmo nome da entidade fictícia do teste. A ferramenta explorou vulnerabilidades reais, obteve credenciais e acedeu a uma base de dados com informações confidenciais.
Num outro cenário, o Claude Mythos 5 procurava instalar um pacote de software inexistente na simulação. A própria IA criou o ficheiro, injetou código malicioso e contornou os mecanismos de verificação para o publicar num repositório público.
In a review of our cybersecurity evaluations, we found three incidents in which a Claude model reached the internet from within or while interacting with a third-party evaluation environment, and then gained unauthorized access to the real systems of three different…
— Anthropic (@AnthropicAI) July 30, 2026
Modelos Claude fogem do controlo e invadem empresas
O ficheiro permaneceu online cerca de uma hora e acabou descarregado por 15 sistemas, incluindo uma ferramenta de verificação de segurança de uma empresa, permitindo a recolha indevida de dados.
O terceiro caso envolveu o modelo de investigação, que analisou cerca de 9 mil potenciais alvos e comprometeu a aplicação de uma organização. Contudo, ao contrário das outras versões, este modelo identificou autonomamente que estava fora do ambiente de testes e interrompeu a operação por iniciativa própria.
Após a confirmação destas ocorrências, a Anthropic suspendeu temporariamente as avaliações de cibersegurança e reforçou os protocolos de infraestrutura. A empresa solicitou também uma auditoria externa e independente a uma organização especializada na análise de riscos associados a tecnologias avançadas.
Embora o incidente exponha vulnerabilidades sérias na contenção destas ferramentas, analistas do setor observam que a divulgação detalhada destas capacidades acaba também por destacar a sofisticação técnica dos modelos desenvolvidos pelos grandes laboratórios de inteligência artificial.
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