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Uma equipa de investigadores liderada pela China desenvolveu um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de monitorizar furacões espaciais, fenómenos extremos que afetam gravemente as comunicações por radar.

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O perigo invisível dos furacões espaciais
Estes eventos meteorológicos espaciais, identificados recentemente, manifestam-se como auroras boreais gigantescas e rotativas junto aos polos magnéticos do nosso planeta.
Embora visualmente impressionantes, estas tempestades têm a capacidade de perturbar de forma severa os sistemas de navegação e as comunicações globais.
Até agora, a identificação destes fenómenos dependia de uma análise manual exaustiva de imagens de satélite, um processo extremamente lento e propício a falhas. Com esta nova tecnologia, os cientistas conseguem agora automatizar a deteção através de algoritmos de IA.

Tecnologia de ponta ao serviço da ciência espacial
O novo modelo de IA utiliza imagens ultravioletas para localizar com precisão estes furacões na alta atmosfera.
De acordo com o estudo publicado na revista científica Space Weather, este sistema será fundamental para processar o fluxo constante de dados recolhidos por um satélite lançado recentemente numa missão conjunta entre a China e a Europa.
A criação de um quadro inteligente de identificação e monitorização de furacões espaciais oferece, por conseguinte, um valor científico considerável, reforçando as capacidades de monitorização dos riscos do ambiente espacial e contribuindo para a segurança das comunicações polares e da aviação.
Afirmou a equipa. Desta forma, a comunidade científica dá um passo gigante na prevenção de falhas tecnológicas provocadas pelo clima espacial extremo.
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